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Cardiologia18 outubro 2018

Betabloqueadores em gestantes podem provocar má-formação nos bebês?

Os betabloqueadores são amplamente utilizados para tratar pacientes com doenças cardíacas como hipertensão, insuficiência cardíaca, arritmia, entre outras.
Por Roberto Caligari

Os betabloqueadores são amplamente utilizados para tratar pacientes com doenças cardíacas como hipertensão, insuficiência cardíaca, arritmia, entre outras. Eles agem na diminuição da frequência cardíaca e a contratilidade, levando à redução da angina e da demanda de oxigênio, além da melhora no limiar isquêmico.

Embora o uso seja comum, os efeitos adversos destes fármacos ainda são objetos de estudo devido a algumas particularidades do medicamento. A administração de betabloqueadores deve ser cuidadosa, principalmente em indivíduos acometidos por infarto agudo do miocárdio (IAM), os diabéticos e idosos após sofrerem IAM.

betabloqueadores

Estudos sobre betabloqueadores na gestação

Em gestantes, os fármacos eram associados à má-formação congênita, porém uma pesquisa realizada recentemente testou a segurança destes medicamentos na gestação. No entanto, a pesquisa não descartou definitivamente a possibilidade de defeitos congênitos fetais. Todavia, um novo estudo de metanálise investigou os possíveis efeitos nocivos dos betabloqueadores nos três primeiros meses da gravidez.

Leia mais: Uso de betabloqueadores piora os sintomas depressivos?

O estudo de coorte analisou o banco de dados de cinco centros nórdicos e um americano que contribuíram com informações coletadas em diversos períodos (Dinamarca, 1997 a 2010; Finlândia, 1996 a 2006; Islândia, 2003 a 2007; Noruega, 2005 a 2010; Suécia, 2006 a 2010; e Estados Unidos, 2000 a 2010). A pesquisa contou com o total de 18.477 gestantes diagnosticadas com hipertensão. Destas, 2350 foram expostas a betabloqueadores no primeiro trimestre. Os pesquisadores compararam os resultados com as participantes que não foram medicadas com betabloqueadores.

Resultados

O risco relativo (RR) e a diferença por 1000 pessoas expostas (RD1000) associados aos betabloqueadores foram 1,07 (IC 95%, [0,89 a 1,30]) e 3,0 (IC 95%, [−6,6 a 12,6]) respectivamente para qualquer tipo de má-formação.

Para má-formação cardíaca, o risco relativo foi de 1,12 ( IC 95% [0,83 a 1,51]) e o índice RD1000 ficou em 2,1 (IC 95% [-4,3 a 8,4]). Para problemas no sistema nervoso central dos recém-nascidos, o risco foi de 1,37 (IC 95%, [0,58 a 3,25) e a diferença por 1000 pessoas expostas foi 1,0 (IC 95% [−2,0 a 4,0).

O novo estudo não constatou associação direta entre a ação de bloqueadores e o nascimento de bebês com má-formação congênita.

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*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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Roberto Caligari

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