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Terapia Intensiva2 junho 2026

Membrana amniótica substitui ataduras para lesões complexas no SUS?

Membrana amniótica no SUS ganha regulamentação e abre novas perspectivas para queimaduras e lesões cutâneas complexas.
Por Hiago Bastos

Um artigo analisa a incorporação da membrana amniótica como recurso terapêutico no Sistema Único de Saúde (SUS), destacando sua recente regulamentação pela Portaria nº 8.244/2025 e sua implementação prática em um banco de tecidos brasileiro.

Derivada da placenta, a membrana amniótica apresenta propriedades imunomoduladoras, anti-inflamatórias e regenerativas, sendo particularmente útil no tratamento de queimaduras e lesões cutâneas complexas.

Sua baixa imunogenicidade permite o uso alogênico com risco mínimo de rejeição, além de favorecer a reepitelização e reduzir dor e formação de cicatrizes hipertróficas.

Membrana amniótica no SUS: metodologia do estudo

Do ponto de vista metodológico, trata-se de um estudo descritivo preliminar que avaliou os 50 dias iniciais de operação de um banco de tecidos, considerando desde a captação até a aplicação clínica.

O protocolo incluiu seleção rigorosa de doadoras, processamento em ambiente controlado com padrão ISO 5 e controle microbiológico e sorológico rigoroso. Apenas tecidos com resultados negativos foram liberados, evidenciando a preocupação com segurança biológica e rastreabilidade.

Resultados iniciais do banco de tecidos

Os resultados demonstraram elevada eficiência operacional, com captação de 13 membranas amnióticas e 100% de conformidade microbiológica.

O tempo médio entre captação e liberação foi de 12,5 dias, significativamente inferior ao observado em outros tecidos, como a pele. Além disso, houve distribuição de 60% do material processado, indicando alta demanda clínica.

Destaca-se ainda a realização dos primeiros transplantes legalizados no Brasil, incluindo aplicações em pacientes adultos e pediátricos com queimaduras e lesões complexas.

Impacto clínico das terapias biológicas no SUS

A discussão evidencia que a regulamentação representa um avanço relevante na incorporação de terapias biológicas no SUS, ampliando o acesso a tratamentos eficazes e potencialmente custo-efetivos.

A membrana amniótica demonstra benefícios clínicos importantes, como redução da profundidade das lesões, menor necessidade de enxertos autólogos e melhora do processo cicatricial.

Contudo, os autores ressaltam limitações, como a ausência de seguimento clínico de longo prazo, indicando a necessidade de estudos futuros para avaliação de desfechos e custos.

 

#Conteúdo otimizado com o auxílio de IA e revisado pela equipe do Portal Afya.

Autoria

Foto de Hiago Bastos

Hiago Bastos

Graduação em Medicina pela Universidade Ceuma (2016), como bolsista integral do PROUNI. Especialista em Terapia Intensiva no Programa de Especialização em Medicina Intensiva (PEMI/AMIB 2020) no Hospital São Domingos. Fellowship in Intensive Care at the Erasme Hospital (Bruxelles, Belgium). Especialista em ECMO pela ELSO. Médico plantonista na UTI II do Hospital Municipal Djalma Marques desde 2016, na UTI do Hospital São Domingos desde 2018 e Coordenador da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes do Hospital Municipal Djalma Marques desde 2017. Fundador e ex-presidente da Liga Acadêmica de Medicina de Urgência e Emergências do Maranhão (LAMURGEM-MA). Experiência na área de Emergências e Terapia intensiva.

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