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O atendimento a uma parada cardiorrespiratória (PCR) é comum nos setores de emergência e terapia intensiva. Nos casos intra-hospitalares, o retorno à circulação espontânea (ROSC) é obtida em 50% dos casos; esse número cai para 25% nas ocorrências fora do hospital. Um artigo recente publicado na revista Critical Care Medicine avaliou o uso de corticosteroide durante os cuidados pós-PCR.
Para esse estudo retrospectivo observacional, pesquisadores recrutaram 10.890 adultos do registro Taiwan National Health Insurance Research Database, entre os anos de 2004 e 2011. Todos os participantes tiveram parada cardiorrespiratória não-traumática no departamento de emergência.
Como melhorar o atendimento à parada cardiorrespiratória?
Corticoide pós-PCR
Os pacientes foram divididos em dois grupos (n = 5.445 em cada), de acordo com o uso ou não de esteroides durante a hospitalização. Entre os indivíduos que receberam corticoide, 75,6% faleceram no hospital vs. 80,8% do grupo que não recebeu corticoide (hazard ratio [HR]: 0,74; IC de 95%: 0,70 a 0,77; p < 0.0001).
A taxa de mortalidade em um ano foi significativamente menor no grupo corticoide (83,54% vs 87,77% no grupo não-corticoide; HR ajustado: 0,73; IC de 95%: 0,70 a 0,76; p <0.0001). O uso de esteroides durante a hospitalização foi associado com a sobrevida até a alta hospitalar, independentemente da idade, sexo, comorbidades (diabetes, DPOC, asma), ritmo chocável e uso prévio de esteroides.
Conclusões
Pelos achados, os pesquisadores concluíram que o uso de corticosteroide após parada cardiorrespiratória pode melhorar o prognóstico do paciente.
O que fazer na parada cardiorrespiratória?
Veja em nosso vídeo como manejar o paciente com PCR:
Como descobrir a causa da parada cardiorrespiratória pelo traçado do ECG?
Referências:
- Tsai, Min-Shan, MD, PhD; Chuang, Po-Ya, MHA; Huang, Chien-Hua, MD, PhD; Tang, Chao-Hsiun, PhD; Yu, Ping-Hsun, MD; Chang, Wei-Tien, MD, PhD; Chen, Wen-Jone, MD, PhD. Postarrest Steroid Use May Improve Outcomes of Cardiac Arrest Survivors. Critical Care Medicine: February 2019 – Volume 47 – Issue 2 – p 167–175. doi: 10.1097/CCM.0000000000003468
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