O Boletim InfoGripe referente à semana epidemiológica 22 (31/05 a 06/06), com dados inseridos no SIVEP-Gripe até o dia 06/06/2026 apontou que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apresentam um sinal de aumento na tendência de longo prazo (últimas 6 semanas). Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), isso está associado ao aumento das hospitalizações por VSR, e em algumas regiões, também por infecções por Influenza A e Influenza B. A tendência de curto prazo (últimas 3 semanas) apresenta queda.

Síndrome Respiratória Aguda Grave pelos estados
Das 27 unidades federativas, 11 estão com incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas 6 semanas) até a semana 22: Acre, Alagoas, Amapá, Paraná, Pará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.
Outras 12 UFs, ainda que já apresentem sinal de interrupção do crescimento ou queda dos continuam, atualmente estão com incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco: Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba e Rio de Janeiro
Infecções virais responsáveis
Casos de SRAG relacionados à infecção por Vírus Sincicial Respiratório (VSR) têm aumentado principalmente nos estados das regiões Nordeste (AL, BA, CE, MA, PI, RN e SE), Sudeste (MG, RJ e SP) e Sul (PR, SC e RS) e em alguns estados do Norte (AP e RR). Permanecendo altos na região Centro-Oeste, e nos estados do Acre, Pará, Espírito Santo, Paraíba e Pernambuco.
Hospitalizações por Influenza A ocorrem em toda a região Sul, Roraima e Rio Grande do Norte. Já os casos graves associados à infecção por Influenza B estão aumentando em São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul.
A Covid-19 segue em baixa na maior parte do país, com sinais de manutenção do crescimento no Ceará e Pará.
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SRAG pelas capitais
Das 27 capitais, 10 apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas), com sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas): Aracaju (SE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Macapá (AP), Maceió (AL), Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC) e Salvador (BA).
Últimas semanas epidemiológicas
Nas últimas quatro semanas, a prevalência entre os casos positivos para infecção viral foi de: 49,6% de vírus sincicial respiratório (VSR), 24,5% de Rinovírus, 20,7% de Influenza A, 5,7% de Influenza B e 2% de SARS-CoV-2. Já em relação aos óbitos, a influenza A continua com o maior impacto, 46,5%, seguida pelos óbitos ligados a infecção por rinovírus, 18,4%, e o VSR, que esteve ligado a 17% dos óbitos, Influenza B com 9,9% e Sars-CoV-2 (covid-19), 6,8%, fecham os dados conectados à infecção viral.
O boletim ressalta que os dados para semanas recentes estão sujeitos a alterações em atualizações seguintes por conta do fluxo de notificação de casos e inserção do resultado laboratorial associado.
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SRAG em 2026
Considerando os dados para todo ano de 2026, foram notificados 82.544 casos de SRAG. Desses, 40.259 tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório e 6.309 ainda aguardam resultado. Dentre os casos positivos do ano:
- 32,5% de Rinovírus;
- 33,1% de vírus sincicial respiratório (VSR);
- 24,4% de Influenza A;
- 5,7% de SARS-CoV-2 (covid-19);
- 3,1% de Influenza B.
Foram notificados 2.392 óbitos devido a SRAG em 2026, 1.022 (42,7%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório:
- 41,9% de Influenza A;
- 21% de SARS-CoV-2 (covid-19);
- 20,4% de Rinovírus;
- 9,1% de vírus sincicial respiratório (VSR);
- 4,9% de Influenza B.
Autoria

Augusto Coutinho
Jornalista e editor de conteúdos de medicina e ciência, especialista em Edição Digital e pós-graduando em Jornalismo de Dados.
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