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Saúde27 maio 2026

Nirsevimabe: ANS amplia cobertura obrigatória de proteção contra VSR em prematuros

Nova regra obriga planos de saúde a cobrirem o uso de nirsevimabe durante todo o ano para bebês prematuros

A Agência Nacional de Saúde Suplementar atualizou as regras de cobertura obrigatória do nirsevimabe pelos planos de saúde. A mudança determina que operadoras passem a custear a aplicação do anticorpo monoclonal em bebês prematuros com menos de 1 ano de idade, nascidos antes de 37 semanas gestacionais, independentemente da época do ano.

A medida foi publicada por meio da Resolução Normativa nº 672/2025 e amplia uma cobertura que antes estava restrita aos períodos de maior circulação do vírus sincicial respiratório (VSR).

Na prática, a decisão beneficia principalmente prematuros nascidos fora da sazonalidade do vírus, como entre outubro e janeiro, que frequentemente acabavam sem acesso à proteção oferecida pelo Sistema Único de Saúde.

Saiba mais: Nirsevimabe no SUS: Maternidades públicas terão o imunizante em 2026

Nirsevimabe: ANS amplia cobertura obrigatória de proteção contra VSR em prematuros

VSR é principal causa de bronquiolite em bebês

O vírus sincicial respiratório é considerado uma das principais causas de infecções respiratórias graves em crianças pequenas. Segundo especialistas, o VSR está relacionado a cerca de 80% dos casos de bronquiolite e até 60% das pneumonias em menores de dois anos.

Os primeiros meses de vida concentram o maior risco de complicações. Mais da metade das internações associadas ao vírus ocorre nos dois primeiros meses após o nascimento.

Atualmente, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece proteção contra o VSR por meio da vacinação de gestantes a partir da 28ª semana de gravidez e também pela aplicação do nirsevimabe em grupos específicos de maior risco.

Leia ainda: Aumentam casos de SRAG em crianças menores de 2 anos

Entidades médicas defendem ampliação da proteção

Hoje, o SUS disponibiliza o anticorpo monoclonal para prematuros com até seis meses e crianças menores de dois anos com determinadas comorbidades. Já entidades como a Sociedade Brasileira de Imunizações, a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia recomendam a proteção para prematuros durante todo o primeiro ano de vida.

A ANS também orienta que, em caso de negativa de cobertura, os beneficiários solicitem justificativa formal por escrito, incluindo número de protocolo, para eventual recurso junto aos canais oficiais da agência.

Leia também: SUS passa a oferecer nirsevimabe para prevenir bronquiolite em bebês prematuros

Autoria

Foto de Roberta Santiago

Roberta Santiago

Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.

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