A Organização Mundial da Saúde (OMS) chamou os países, nesta terça-feira, 23, a ampliarem a triagem neonatal para anomalias congênitas, apontando a detecção precoce como estratégia para salvar vidas e evitar incapacidades permanentes. O chamado acompanha o relatório Strengthening capacity for newborn screening, diagnosis and management of birth defects, elaborado com governos, especialistas e famílias afetadas de todo o mundo.
O documento orienta os Ministérios da Saúde a priorizarem condições conforme o contexto nacional, iniciando por uma condição prioritária e expandindo a cobertura progressivamente.

Oito milhões de bebês nascem com anomalias congênitas por ano
Estima-se que oito milhões de bebês nasçam anualmente com alguma anomalia congênita, condições que respondem por quase 8% das mortes em crianças menores de cinco anos. Nove em cada dez casos graves ocorrem em países de baixa e média renda, onde o acesso à triagem é limitado. Condições como hipotireoidismo congênito, doença falciforme e deficiência auditiva têm tratamento eficaz quando identificadas logo após o nascimento.
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Desigualdade entre países ainda limita o acesso ao diagnóstico precoce
Enquanto alguns países rastreiam mais de 50 condições, outros não realizam nenhuma triagem. A OMS recomenda começar pelos casos prioritários e ampliar progressivamente. Entre 2000 e 2023, a proporção de mortes em menores de cinco anos atribuídas às anomalias congênitas passou de 1% para 4% na África Subsaariana e de 3% para 11% no Sul da Ásia, em parte pela queda nas mortes por causas infecciosas preveníveis.
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Brasil já ampliou o teste do pezinho para múltiplas condições
O programa nacional de triagem neonatal brasileiro existe desde 2001 e inclui fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita, deficiência de biotinidase e toxoplasmose congênita. Entre 2012 e 2023, a cobertura se manteve entre 80% e 84% dos nascimentos. Em 2017, foi incorporada a triagem por oximetria de pulso para cardiopatias congênitas críticas, embora a capacidade cirúrgica ainda não acompanhe a demanda. O relatório da OMS cita o Brasil como exemplo de expansão nacional bem-sucedida da triagem neonatal para múltiplas condições com risco de vida.
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Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.
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