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Saúde25 agosto 2026

Tratamento da esclerose múltipla: distribuição de medicamentos aumenta no SUS

Após mudanças nas diretrizes nacionais para o tratamento da Esclerose Múltipla, distribuição de natalizumabe teve crescimento de 44,5%
Por Gabriela Costa

Uma análise de dados feita por pesquisadores do Hospital Israelita Albert Einstein mostrou aumento na distribuição de medicamentos para esclerose múltipla entre 2019 e 2023 no SUS. Após a atualização das diretrizes nacionais da doença, houve crescimento de 44,5% na distribuição do medicamento natalizumabe. A pesquisa também mostrou que o número de pacientes em tratamento pelo SUS cresceu 25,9%, indicando maior acesso ao tratamento especializado pelo SUS. 

estudo avaliou os efeitos da atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para esclerose múltipla, implementada pelo Ministério da Saúde em 2021.  Foram analisados mais de 1,7 milhão de registros de distribuição dos medicamentos. Os resultados mostraram crescimento na utilização de outras terapias de alta eficácia e redução do uso de medicamentos injetáveis de menor eficácia. 

A migração para terapias de alta eficácia aumentou 82% após a atualização do protocolo, enquanto as trocas entre medicamentos de eficácia semelhante diminuíram 54%. Esses resultados apontam mudança no padrão terapêutico observado na rede pública. 

Leia mais: Natalizumabe para Esclerose Múltipla: quando indicar? 

Tratamento da esclerose múltipla: distribuição de medicamentos aumenta no SUS

O que mudou no PCDT da esclerose múltipla? 

A atualização de 2021 ampliou a elegibilidade para natalizumabe como tratamento primário em pacientes com esclerose múltipla remitente-recorrente de alta atividade e incorporou o alemtuzumabe. A mudança permitiu maior utilização de terapias de alta eficácia no SUS. 

Distribuição e acesso de natalizumabe varia entre estados 

A incorporação das terapias de alta eficácia ocorreu em ritmos diferentes entre os estados. Segundo a análise, a adoção foi mais rápida em locais com maior concentração de neurologistas e centros especializados. Isso indica diferença na velocidade de acesso a essas terapias. 

De acordo com os autores do estudo, o monitoramento desses dados pode orientar investimentos em infraestrutura, serviços especializados e capacitação profissional, além de acompanhar os efeitos da política pública. 

Autoria

Foto de Gabriela Costa

Gabriela Costa

Estagiária de conteúdo da Afya. Graduanda em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense.

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