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Saúde3 junho 2026

Teclistamabe reduz em 71% o risco de progressão no mieloma múltiplo recidivado

Estudo de fase 3 com 593 pacientes mostra que teclistamabe supera quimioterapia em sobrevida livre de progressão e sobrevida global no mieloma recidivado
Por Redação Afya

O teclistamabe reduziu em 71% o risco de progressão da doença em comparação com esquemas quimioterápicos convencionais. Os resultados vêm do estudo MajesTEC-9, ensaio clínico randomizado de fase 3 publicado em 29 de maio de 2026 no New England Journal of Medicine, conduzido em 162 centros de 24 países.

No mieloma múltiplo, cada recidiva costuma ser mais resistente de controlar do que a anterior. Para pacientes que já utilizaram lenalidomida e anticorpos anti-CD38, a mediana de sobrevida sem progressão com as terapias disponíveis permanece baixa, entre 3,8 e 4,6 meses. O MajesTEC-9 recrutou 593 pacientes, com mediana de idade de 70 anos, dos quais mais de 74% tinham doença duplamente refratária. Metade recebeu teclistamabe subcutâneo; e a outra metade, uma das combinações quimioterápicas convencionais disponíveis.

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Pacientes alcançam resposta completa com teclistamabe

Aos 18 meses, 69,8% dos pacientes com teclistamabe estavam vivos e sem progressão, contra 26,9% no grupo controle. Dois terços alcançaram resposta completa ou tiveram melhora na sobrevida, comparado a menos de um quinto no grupo com quimioterapia convencional.

A sobrevida global também foi superior: 79,2% contra 68,6% aos 18 meses. O benefício se repetiu em todos os subgrupos analisados, independentemente do estágio da doença ou do perfil genético do tumor.

Infecção grave atinge 41,6% dos pacientes com terapia imunológica para mieloma

Infecções graves foram mais frequentes com teclistamabe do que no grupo controle (41,6% contra 29,0%), e se concentraram nos primeiros seis meses de tratamento. A hipogamaglobulinemia, presente em quase 70% dos pacientes do grupo teclistamabe, explica parte desse risco. Metade das mortes por infecção ocorreu em pacientes com imunoglobulina sérica abaixo do limiar de 400 mg/dL.

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Entenda o que muda na recidiva do mieloma múltiplo

Os resultados do MajesTEC-9 apoiam o uso de teclistamabe a partir da primeira recidiva em pacientes com mieloma múltiplo refratário previamente expostos a anti-CD38 e lenalidomida. O tratamento dispensa corticosteroide após o primeiro ciclo e permite administração mensal a partir do sétimo, o que pode melhorar a resposta do paciente.

O ensaio amplia as possibilidades de terapia imunológica para mieloma com evidência de sobrevida global. O monitoramento ativo de infecções nos primeiros seis meses de tratamento segue como prioridade.

Medicamento já tem aprovação no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou teclistamabe para pacientes com mieloma múltiplo recidivado ou refratário que passaram por pelo menos três linhas de tratamento anteriores. Os resultados do MajesTEC-9, que avaliaram o medicamento a partir da primeira recidiva, ampliam o conjunto de evidências disponíveis para essa classe terapêutica, embora a indicação registrada no país ainda não contemple esse cenário de uso mais precoce.

Este artigo foi elaborado com auxílio de IA e revisado pela equipe de jornalismo do Portal Afya.

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Foto de Redação Afya

Redação Afya

Produção realizada por jornalistas da Afya, em colaboração com a equipe de editores médicos.

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