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Saúde16 junho 2026

SUS incorpora terapias hormonais para pacientes com hipogonadismo

Testosterona e estradiol passam a integrar a rede pública para tratamento de hipogonadismo, deficiência hormonal e indução da puberdade

O Ministério da Saúde incorporou novas terapias hormonais ao Sistema Único de Saúde para o tratamento de pacientes com hipogonadismo hipogonadotrófico orgânico, condição que compromete a produção de hormônios sexuais e pode afetar o desenvolvimento puberal, a saúde reprodutiva e a qualidade de vida. As incorporações foram oficializadas por meio de portarias publicadas nesta semana e os tratamentos deverão estar disponíveis na rede pública em até 180 dias.

A decisão contempla diferentes formulações de testosterona para homens e adolescentes do sexo masculino, além do estradiol em adesivo transdérmico para adolescentes do sexo feminino que necessitam de indução puberal.

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SUS incorpora terapias hormonais para pacientes com hipogonadismo

Novas opções terapêuticas na rede pública

Entre as tecnologias incorporadas estão o undecilato de testosterona, o cipionato de testosterona e a combinação de quatro ésteres de testosterona para reposição hormonal em homens com deficiência comprovada. A mesma combinação também foi aprovada para indução da puberdade em adolescentes do sexo masculino.

Para adolescentes do sexo feminino, o SUS passará a oferecer o adesivo transdérmico de estradiol, alternativa utilizada para promover o desenvolvimento puberal em pacientes com deficiência hormonal decorrente da doença.

As incorporações foram avaliadas e recomendadas pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), responsável por analisar evidências de eficácia, segurança e impacto assistencial.

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Entenda o hipogonadismo hipogonadotrófico

O hipogonadismo ocorre quando o organismo produz quantidades insuficientes de hormônios sexuais. No caso do hipogonadismo hipogonadotrófico orgânico, a alteração está relacionada ao hipotálamo ou à hipófise, estruturas cerebrais responsáveis por estimular o funcionamento dos testículos e dos ovários.

A condição pode ser congênita ou adquirida e provocar atraso ou ausência da puberdade, infertilidade, redução da libido, diminuição da massa muscular e perda de densidade óssea, entre outras manifestações clínicas.

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Uso deve seguir indicações médicas reconhecidas

A incorporação reforça o acesso a tratamentos destinados a pacientes com diagnóstico definido e indicação clínica estabelecida. No caso da testosterona, seu uso no SUS será direcionado ao tratamento da deficiência hormonal comprovada e às situações previstas nos protocolos assistenciais.

A medida amplia as opções terapêuticas disponíveis na rede pública e fortalece o cuidado especializado para pacientes com alterações hormonais que exigem acompanhamento médico contínuo.

Autoria

Foto de Roberta Santiago

Roberta Santiago

Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.

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