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Saúde7 outubro 2026

SUS incorpora rituximabe para pênfigo vulgar em adultos

Rituximabe para pênfigo vulgar moderado a grave reúne remissão sustentada e economia, com oferta prevista em até 180 dias.

A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde (SCTIE/MS) incorporou o rituximabe para pênfigo vulgar ao SUS. A portaria, publicada no Diário Oficial da União em 29 de setembro de 2026, contempla adultos com doença moderada a grave. A decisão segue recomendação da Conitec baseada em resultados de remissão completa e em avaliação econômica favorável.

A demanda partiu da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES), e a Consulta Pública nº 46 recebeu apenas manifestações favoráveis. Na recomendação final, em agosto, a Conitec destacou menos hospitalizações, menor uso crônico de corticoide e ganhos de sobrevida livre de doença.

Profissional de saúde segura caixa de rituximabe

Remissão completa alcança 89% dos pacientes em 24 meses

O rituximabe é um anticorpo anti-CD20 que reduz linfócitos B e a produção de autoanticorpos. No ensaio RITUX 3, a associação com prednisona levou 89% dos pacientes à remissão completa sem terapia em 24 meses, contra 28% com prednisona isolada. Além disso, mais pacientes ficaram sem lesões após a retirada do corticoide.

Na população total do RITUX 3, que incluiu pênfigo vulgar e foliáceo, a sobrevida livre de doença em dois anos foi de 75,4% com a combinação e 36,7% com prednisona isolada. No acompanhamento de longo prazo, houve remissão sustentada e menor número de eventos adversos graves no grupo originalmente tratado com rituximabe.O mesmo documento classifica a certeza da evidência como moderada, com alto risco de viés pelo desenho aberto.

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Avaliação econômica aponta economia por paciente tratado

Na avaliação econômica preliminar, rituximabe associado à prednisona foi dominante em relação à prednisona isolada, com melhores resultados e menor custo estimado. O modelo apresentou redução de custos de R$ 1.522,13 e benefício monetário líquido de R$ 12.206,47 por paciente. A estimativa aponta gasto adicional ao SUS de cerca de R$ 1,3 milhão no ano inicial e R$ 13 milhões em cinco anos.

Por que a oferta exige um PCDT para pênfigo vulgar?

Segundo o relatório preliminar, o país não dispõe de Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para a doença. Na deliberação inicial registrada no documento, a SAES indicou que a alocação no Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF) exigirá um protocolo inédito. Apesar disso, o Relatório para a Sociedade, que reúne a decisão final, não retoma esse ponto.

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A portaria fixa prazo máximo de 180 dias para as áreas técnicas efetivarem a oferta do rituximabe para pênfigo vulgar no SUS. Os dados de remissão completa e a avaliação econômica do rituximabe estão resumidos no Relatório para a Sociedade da Conitec.

Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.

Autoria

Foto de Giovanna Del Carlo

Giovanna Del Carlo

Editora de Conteúdo da Afya. Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá. Bacharel em Direito pelo Centro Universitário de Volta Redonda - UniFOA Pós-graduada pela PUC Minas

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