O Ministério da Saúde incorporou o uso ampliado da membrana amniótica no Sistema Único de Saúde, passando a indicá-la para o tratamento de feridas crônicas, pé diabético e alterações oculares. A decisão foi tomada após recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e formalizada por meio de portarias publicadas nesta semana.
A expectativa é que mais de 860 mil pacientes sejam beneficiados anualmente com a nova indicação, que amplia o uso de uma tecnologia já aplicada no tratamento de queimaduras extensas desde 2025.
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Tecnologia regenerativa e benefícios clínicos
A membrana amniótica é um tecido coletado durante o parto e utilizado na medicina regenerativa por suas propriedades anti-inflamatórias e cicatrizantes. Sua aplicação contribui para acelerar a recuperação de lesões e reduzir riscos de infecção.
No caso do pé diabético, por exemplo, estudos indicam que o uso da membrana pode dobrar a velocidade de cicatrização em comparação aos curativos convencionais, reduzindo complicações e a necessidade de internações prolongadas.
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Aplicações oftalmológicas da membrana amniótica
Na área ocular, a tecnologia passa a ser utilizada no tratamento de condições que afetam estruturas como córnea, pálpebras e glândulas lacrimais. O material atua como um curativo biológico, favorecendo a regeneração da superfície ocular, aliviando a dor e melhorando a qualidade da visão.
A indicação inclui casos mais complexos, como úlceras de córnea, queimaduras oculares, inflamações e perfurações, especialmente quando não há resposta adequada a tratamentos convencionais.
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Impacto no cuidado e no sistema de saúde
A incorporação da tecnologia reforça a estratégia do SUS de ampliar o acesso a terapias inovadoras, com potencial para melhorar desfechos clínicos e otimizar recursos. A redução de complicações, tempo de internação e custos hospitalares está entre os benefícios esperados.
Com a medida, o Brasil avança no uso de soluções regenerativas na rede pública, ampliando as opções terapêuticas e qualificando o cuidado oferecido à população.
Autoria

Roberta Santiago
Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.
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