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Saúde29 maio 2026

SRAG: aumento de casos afeta todas as faixas etárias no Brasil

Boletim InfoGripe mostra que o VSR, a Influenza A e o Rinovírus seguram o crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)

A atualização dos dados inseridos no SIVEP-Gripe até o dia 23/05/2026 e analisados no Boletim InfoGripe referente a semana epidemiológica 20 (17/05 a 23/05) apontou que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) continuam aumentando por todo país. Todas as UFs, exceto por Rondônia, permanecem com indicadores de incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco.

SRAG: aumento de casos afeta todas as faixas etárias no Brasil

Crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave

Como responsável por esse aumento contínuo, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável pelo relatório, indica uma associação com hospitalizações por Vírus Sincicial Respiratório (VSR), Influenza A e Rinovírus.

De acordo com o relatório, os resultados laboratoriais para presença viral, quando separados por faixa etária mostram que enquanto o VSR afeta principalmente crianças de até quatro anos de idade, nas crianças e adolescentes de 5 a 14 anos o aumento nos casos de SRAG está associado principalmente ao rinovírus, já a Influenza se espalha mais entre os jovens, adultos e idosos.

Leia também: ANS amplia cobertura obrigatória de proteção contra VSR em prematuros

SRAG pelas capitais

Das 27 capitais, 15 apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas), com sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas): Aracaju (SE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), Macapá (AP), Palmas (TO), Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC), Rio De Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Luís (MA) e Teresina (PI).

Últimas semanas epidemiológicas

Nas últimas quatro semanas, a prevalência entre os casos positivos para infecção viral foi de: 47,6% de vírus sincicial respiratório (VSR), 23,9% de Rinovírus, 22,4% de Influenza A, 4,7% de Influenza B e 2,3% de SARS-CoV-2. Já em relação aos óbitos, a influenza A continua com o maior impacto, 51,2%, seguida pelos óbitos ligados a infecção por rinovírus, 17,2%, e Sars-CoV-2 (covid-19), 9,6%, o VSR esteve conectado a 13,4% dos óbitos e a Influenza B a 7,2%.

O boletim ressalta que os dados para semanas recentes estão sujeitos a alterações em atualizações seguintes por conta do fluxo de notificação de casos e inserção do resultado laboratorial associado.

Saiba mais: Hantavírus: guia prático de diagnóstico, transmissão e tratamento

SRAG em 2026

Considerando os dados para todo ano de 2026, foram notificados 70.211 casos de SRAG. Desses 33.245 tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório e 6.309 ainda aguardam resultado. Dentre os casos positivos do ano:

  • 33,9% de Rinovírus;
  • 29,7% de vírus sincicial respiratório (VSR);
  • 25,4% de Influenza A;
  • 6,4% de SARS-CoV-2 (covid-19);
  • 2,6% de Influenza B.

Foram notificados 2.392 óbitos devido a SRAG em 2026, 1.022 (42,7%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório:

  • 39,6% de Influenza A;
  • 26% de SARS-CoV-2 (covid-19);
  • 21,3% de Rinovírus;
  • 6,4% de vírus sincicial respiratório (VSR);
  • 3,4% de Influenza B.

Autoria

Foto de Augusto Coutinho

Augusto Coutinho

Jornalista e editor de conteúdos de medicina e ciência, especialista em Edição Digital e pós-graduando em Jornalismo de Dados.

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