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Saúde17 março 2026

Reino Unido enfrenta surto de meningite entre universitários

Agência de saúde britânica classificou a ocorrência como extremamente atípica, e anunciou ações para evitar um surto maior de meningite.

Com duas mortes e 15 casos confirmados a Universidade de Kent no sul da Inglaterra enfrenta um aumento alarmante de casos de meningite. Segundo a agência de saúde do Reino Unido (UKHSA) o surto está afetando principalmente a população estudantil da área e, dos pacientes, 4 foram identificados como infectados por meningite B. O secretário de saúde, Wes Streeting, afirmou que todos os casos estão sendo tratados como ligados a frequentadores de um clube específico da região.

O governo local começou a distribuir antibióticos gratuitamente na tentativa de limitar a transmissão da doença e oferecerá a vacina contra Meningite B para alguns estudantes como forma de enfrentar o surto. Essa vacina não é normalmente distribuída pelo sistema de saúde britânico (NHS) para adolescente devido à baixa efetividade no longo prazo nas idades afetadas e seu custo-benefício.

Leia também: O que é meningite meningocócica?

Meningite B no Brasil

Segundo dados do Painel Epidemiológico do Ministério da Saúde, em 2026 o Brasil já registrou 19 casos da doença, sendo a maioria em São Paulo (11 casos). Contudo considerando o tamanho da população e o número de casos o estado com o maior coeficiente é o Pará com 4 casos esse ano e em 2025, o estado registrou 122 casos da doença, quase metade dos casos do Brasil naquele ano.

Reino Unido enfrenta surto de meningite entre universitários

Vacinação contra meningite B

Atualmente o SUS oferece a vacina Meningocócica ACWY, que protege contra o meningococo dos sorogrupos A, C, W e Y. A inclusão da vacina contra o sorotipo B estava em consulta púbica em 2025 e atualmente passa pelas fases finais de avaliação pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), entretanto em seu relatório inicial a comissão recomendou a não incorporação pois “a incorporação da vacina representaria um custo elevado, que as evidências científicas disponíveis apresentavam baixa qualidade, que a proteção oferecida contra o sorogrupo B era apenas parcial e que a vacina não seria capaz de promover a chamada imunidade de rebanho.”

Saiba mais: Meningite, o que dizem as novas diretrizes?

*Este artigo foi revisado pela equipe médica do Portal Afya.

Autoria

Foto de Augusto Coutinho

Augusto Coutinho

Jornalista e editor de conteúdos de medicina e ciência, especialista em Edição Digital e pós-graduando em Jornalismo de Dados.

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