O Hospital Molinette, em Turim na Itália, anunciou no último domingo (26/07) o primeiro transplante de mácula do mundo. O procedimento, combinado a um autotransplante de segmento anterior, devolveu parte da visão a uma paciente de 67 anos. A paciente, identificada como Elena, estava cega havia cinco anos.
A intervenção reuniu oftalmologistas, anestesiologistas e enfermeiros ao longo de quase seis horas de cirurgia. Até então, o transplante simultâneo de segmento anterior já havia sido realizado uma única vez no mundo, também no Molinette. A mácula, no entanto, nunca havia sido transplantada.

Trauma ocular bilateral causou cegueira por lesão do nervo óptico
De acordo com o hospital, a paciente perdeu totalmente a visão após um acidente de trânsito que provocou lesão irreversível no nervo óptico do olho esquerdo. A lesão impedia a transmissão da luz ao cérebro, embora as demais estruturas do olho permanecessem preservadas. Já o olho direito apresentava maculopatia irreversível, com destruição completa da região de células-tronco, o que inviabilizava um transplante convencional de córnea.
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Qual técnica permite o transplante de segmento anterior e da mácula?
A equipe utilizou os tecidos saudáveis, porém sem função visual, do olho esquerdo para reconstruir o olho direito. Foram transplantados em bloco a córnea, a esclera, a conjuntiva e, pela primeira vez no mundo, a mácula.
Após a cirurgia, a paciente passou a perceber luz. Em menos de três semanas, evoluiu para a visão em preto e branco e depois para cores. Essa evolução indica adaptação inicial do tecido transplantado e resposta funcional da retina reconstruída.
A equipe médica aguarda agora avaliações de mais longo prazo. O objetivo é determinar se o transplante de mácula manterá a função visual conquistada. Esse resultado pode orientar o uso da técnica em outros casos de cegueira bilateral irreversível.
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Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.
Autoria

Gabriela Costa
Estagiária de conteúdo da Afya. Graduanda em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense.
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