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Saúde19 março 2026

Mosquitos estéreis contra Aedes aegypti são ampliados no RS

Mosquitos estéreis são usados em aldeias do RS para conter o Aedes aegypti e reduzir arboviroses.

O Ministério da Saúde anunciou, em março de 2026, a ampliação do uso de mosquitos estéreis como estratégia para o controle do Aedes aegypti em territórios indígenas no Rio Grande do Sul. A iniciativa integra um conjunto de ações voltadas à redução da transmissão de arboviroses, como dengue, zika e chikungunya, em regiões consideradas vulneráveis.

Veja também: Chamamento público para novas tecnologias de controle de vetores de arboviroses

A aplicação da tecnologia ocorre nas aldeias Km10 e Linha Esperança, localizadas no território indígena Guarita, em Tenente Portela, no estado do Rio Grande do Sul. Nessas localidades, equipes de saúde têm atuado em parceria com lideranças locais para viabilizar a implementação da estratégia.

As atividades foram iniciadas entre os dias 9 e 11 de março, com foco em ações de engajamento comunitário e na primeira liberação de mosquitos estéreis nas aldeias contempladas.

A ação é resultado de cooperação técnica entre o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente e da Secretaria de Saúde Indígena; a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul, a Secretaria Municipal de Saúde de Tenente Portela e a Moscamed Brasil.

A estratégia utiliza a chamada Técnica do Inseto Estéril (TIE), que se baseia no uso da própria espécie do mosquito para controle populacional. Machos do Aedes aegypti são produzidos em laboratório, esterilizados por radiação e liberados em grande quantidade nas áreas-alvo. Ao acasalarem com fêmeas selvagens, não geram descendentes viáveis, levando à redução progressiva da população do vetor.

Por não empregar inseticidas e não oferecer riscos à saúde ou ao meio ambiente, a técnica é indicada para territórios indígenas situados em áreas de preservação e florestas, onde o uso de produtos químicos é restrito ou proibido.

Antes da experiência no território Guarita, a tecnologia já havia sido implementada na aldeia Cimbres, no município de Pesqueira, em Pernambuco. No local, as solturas semanais de mosquitos estéreis seguem associadas a ações permanentes de prevenção e monitoramento, reforçando a estratégia integrada de controle vetorial.

No contexto brasileiro, o aumento de casos de dengue nos últimos anos tem impulsionado a adoção de soluções inovadoras. A incorporação de tecnologias como a TIE reforça a estratégia integrada de controle do vetor, aliando inovação científica e ações tradicionais de vigilância em saúde.

Para profissionais de saúde, a ampliação da iniciativa evidencia a necessidade de abordagens multidisciplinares no enfrentamento das arboviroses, sobretudo em populações vulneráveis. A atuação conjunta entre vigilância epidemiológica, atenção primária e ações comunitárias permanece fundamental para o sucesso das intervenções.

A expectativa do Ministério da Saúde é que a expansão do uso da técnica contribua para a redução dos casos nas regiões contempladas, além de subsidiar futuras implementações em outras áreas do país.

Leia mais: 5 milhões de crianças morrem anualmente antes dos 5 anos, aponta relatório da ONU

Este artigo foi elaborado com auxílio de IA e revisado pela equipe médica do Portal Afya.

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Foto de Raphael Martins Lisboa

Raphael Martins Lisboa

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