O Ministério da Saúde lançou o Guia de Cuidado para Pessoas com Problemas Relacionados a Jogos de Apostas, documento que orienta o acolhimento, o acompanhamento e o tratamento de pessoas afetadas por apostas no Sistema Único de Saúde. A iniciativa integra um conjunto de ações voltadas a enfrentar um fenômeno que já é reconhecido como questão de saúde pública no país.
Dados do próprio SUS indicam crescimento dos atendimentos relacionados a jogo patológico e problemas com apostas entre 2018 e 2025, evidenciando o avanço do problema e seus impactos na saúde mental, nas relações familiares e na vida financeira dos indivíduos. O Guia responde a esse cenário ao oferecer diretrizes práticas para profissionais da rede pública, com foco especial na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).
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Estratégia contra o vício em apostas
A publicação reforça que o cuidado deve ser organizado de forma integrada e contínua, envolvendo desde a Atenção Primária até os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), hospitais e serviços de urgência e emergência, de acordo com a gravidade de cada caso. Entre os principais efeitos associados às apostas, sobretudo no ambiente digital, estão ansiedade, depressão, endividamento e ruptura de vínculos sociais. Diante disso, o Guia defende abordagens baseadas na escuta qualificada, no cuidado em liberdade e na redução de danos.
O lançamento faz parte de uma estratégia mais ampla do Ministério da Saúde, que inclui a Linha de Cuidado para Pessoas com Problemas Relacionados a Jogos de Apostas, a Plataforma de Autoexclusão Centralizada e a criação do Observatório Saúde Brasil de Apostas, em parceria com o Ministério da Fazenda.
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A plataforma de autoexclusão permite que a própria pessoa solicite o bloqueio do acesso a sites de apostas e receba orientações para buscar atendimento no SUS. Já o Observatório vai qualificar o uso de dados para identificar comportamentos de risco e apoiar ações de prevenção, regulação e cuidado nos territórios. Com esse conjunto de medidas, o Ministério da Saúde reforça o compromisso com a proteção da saúde mental e a ampliação do cuidado integral e humanizado em todo o país.
*Este artigo foi revisado pela equipe médica do Portal Afya.
Autoria

Roberta Santiago
Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.
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