A nova edição do Boletim InfoGripe, divulgada essa semana pela Fiocruz, mostra que o Brasil vive um cenário de redução dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A análise, referente à Semana Epidemiológica 5 (entre 1º e 7 de fevereiro) aponta que a queda acompanha a baixa circulação de vírus respiratórios como influenza A, SARS-CoV-2 e vírus sincicial respiratório (VSR) na maior parte do território nacional.
Apesar da tendência geral de melhora, o monitoramento identifica que três unidades federativas (Acre, Amazonas e Roraima) seguem em nível de alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento nas últimas semanas. Nesses estados, o comportamento dos vírus ainda exige atenção das autoridades de saúde.
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Região Norte concentra sinais de alerta
No Acre e no Amazonas, o aumento recente das hospitalizações por influenza A elevou os casos de SRAG, embora já haja indícios de desaceleração. No Acre, o crescimento contínuo do VSR mantém elevado o número de casos em crianças pequenas, enquanto entre adultos e idosos o padrão observado lembra o comportamento da covid-19, ainda que sem confirmação laboratorial suficiente.
Em Roraima, o crescimento de SRAG foi observado em diferentes faixas etárias, incluindo crianças, adolescentes, adultos e idosos, indicando circulação viral mais ampla em comparação ao restante do país.
Capitais e dados epidemiológicos nacionais
O boletim também registra leve aumento das hospitalizações por influenza A no Pará e por covid-19 no Rio de Janeiro, porém em níveis baixos, sem impacto relevante nos indicadores gerais. Entre as capitais, apenas Manaus e Porto Velho apresentam atividade de SRAG em nível de alerta ou risco.
Em 2026, o país já notificou 6.306 casos de SRAG, dos quais 30,2% tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório. Entre os positivos, predominam rinovírus (33,4%), SARS-CoV-2 (21,5%) e influenza A (19,3%).
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Impacto maior em crianças pequenas e idosos
A análise reforça que a incidência de SRAG continua mais elevada entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade se concentra principalmente em idosos. O impacto dos diferentes vírus varia conforme a faixa etária, com maior influência do rinovírus, metapneumovírus e VSR nos casos pediátricos.
O InfoGripe integra as estratégias do Sistema Único de Saúde (SUS) para monitoramento contínuo das doenças respiratórias, orientando ações de vigilância e resposta rápida em saúde pública em todo o país.
Autoria

Roberta Santiago
Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.
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