O Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-UFMS/Ebserh), em Campo Grande (MS), realizou um procedimento inédito de alta complexidade em cardiologia com o uso do ecocardiograma transesofágico intraoperatório (ETE). A tecnologia foi aplicada no tratamento de uma fístula intracardíaca aorto-cavitária, condição rara que estabelece comunicação anormal entre a aorta e cavidades cardíacas e pode estar associada a infecções, aneurismas ou complicações cirúrgicas.
O procedimento, realizado no dia 17 de março, contou com a atuação integrada do chamado Heart Team, modelo assistencial que reúne cirurgiões cardiovasculares, cardiologistas, ecocardiografistas, anestesistas e perfusionistas para tomada de decisão conjunta.
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Imagem em tempo real orienta conduta cirúrgica
Durante a cirurgia, o ecocardiograma transesofágico foi utilizado como ferramenta central para monitoramento das estruturas cardíacas em tempo real. O exame, realizado por meio de uma sonda inserida no esôfago, permite visualização detalhada do coração durante o procedimento.
Na prática, isso possibilita ajustes imediatos na técnica cirúrgica, identificação de complicações intraoperatórias e avaliação instantânea do resultado da intervenção. Esse monitoramento contínuo contribui para redução de riscos e melhores desfechos clínicos.
O ETE é considerado atualmente um dos pilares da cirurgia cardíaca moderna e é recomendado por diretrizes internacionais, especialmente em procedimentos complexos, como cirurgias valvares, correção de cardiopatias congênitas e intervenções na aorta.
Atuação multidisciplinar amplia segurança
Outro diferencial do procedimento foi a atuação do Heart Team, que permite uma abordagem integrada e mais precisa diante de casos complexos. A colaboração entre diferentes especialidades favorece o planejamento cirúrgico individualizado e decisões mais assertivas ao longo da intervenção.
Além de aumentar a segurança intraoperatória, o uso do ETE também permite avaliar o resultado ainda em sala cirúrgica, reduzindo a necessidade de reintervenções e otimizando o cuidado ao paciente.
A realização do procedimento reforça o papel do Humap como centro de referência em alta complexidade no Sistema Único de Saúde, destacando o avanço na incorporação de tecnologias e na qualificação das equipes para o manejo de condições cardíacas graves.
Autoria

Roberta Santiago
Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.
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