Na última segunda-feira (13/04), o Ministério da Saúde anunciou o Mês de Vacinação dos Povos Indígenas (MVPI) para 2026, a ser realizado entre os dias 25 de abril e 25 de maio. A iniciativa existe desde 2010 e de acordo com a pasta a campanha busca ampliar o acesso à imunização em territórios indígenas, especialmente em áreas de difícil acesso, reforçando a proteção contra doenças imunopreveníveis e contribuindo para o fortalecimento da atenção primária.
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Em 2025 foram aplicadas mais de 70 mil doses e, neste ano, a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, espera que esse número suba para mais de 89 mil doses.
“Iniciar o Mês de Vacinação dos Povos Indígenas em um território com desafios históricos de acesso é uma decisão estratégica e necessária. Nosso objetivo é ampliar a cobertura vacinal justamente em locais de baixa cobertura, garantindo que a informação chegue de forma clara e respeitosa, e que a população compreenda a importância da imunização para a proteção individual e coletiva. Estamos mobilizando equipes, fortalecendo a atenção primária e reafirmando o compromisso do Ministério da Saúde com a equidade e com o cuidado integral aos povos indígenas”, destacou a secretária.
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Sobre o Mês de Vacinação dos Povos Indígenas (MVPI)
Durante a campanha serão ofertados todos os imunobiológicos previstos no Calendário Nacional de Vacinação:
- Hepatite A;
- Hepatite B;
- BCG;
- Penta (DTP/Hib/Hep B);
- Pneumocócica 10-valente;
- Pneumocócica 23-valente (Pneumo 23);
- VIP (Vacina Inativada Poliomielite);
- VRH (Vacina Rotavírus Humano);
- Meningocócica C (conjugada);
- Meningocócica ACWY (conjugada);
- Febre amarela;
- Tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba);
- Tetraviral (sarampo, rubéola, caxumba e varicela);
- Varicela (monovalente);
- DTP (tríplice bacteriana);
- dTpa;
- HPV quadrivalente (papilomavírus humano);
- Influenza; e
- Covid-19.
Para o governo iniciativas como essa reforçam o papel da vacinação na saúde pública para a prevenção de doenças, mitigação de riscos epidemiológicos e fortalecimento da proteção coletiva, principalmente em grupos prioritários como os povos Indígenas, crianças, gestantes e idosos.
*Este artigo foi revisado pela equipe médica do Portal Afya.
Autoria

Augusto Coutinho
Jornalista e editor de conteúdos de medicina e ciência, especialista em Edição Digital e pós-graduando em Jornalismo de Dados.
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