A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) entrou com um novo pedido de patente para um instrumento voltado para coleta de amostras cutâneas. Segundo a instituição, a tecnologia seria uma nova forma para obtenção de biomarcadores relevantes na pele, podendo contribuir para o diagnóstico de doenças dermatológicas sem a necessidade de procedimentos invasivos, permitindo a coleta de material da superfície da pele para análise de proteínas, DNA e RNA.
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Impacto do novo dispositivo
“Trata-se de uma ferramenta que pode facilitar significativamente o acesso a biomarcadores cutâneos, com impacto direto na qualidade e na agilidade dos diagnósticos”, destacou o pesquisador da Fiocruz Paraná Paulo Carvalho. “Buscamos desenvolver uma solução que, além de eficiente, fosse clinicamente aplicável, reduzindo a necessidade de procedimentos invasivos e ampliando a possibilidade de monitoramento de biomarcadores cutâneos em diferentes contextos, desde pesquisa até potencial uso diagnóstico”, explica Carvalho, que junto com o pesquisador Marlon Dias no contexto do doutorado de Amanda Camillo no Programa de Pós-Graduação em Biociências e Biotecnologia (PPGBB) ajudou no desenvolvimento da ferramenta.
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Próximas etapas
Após a entrada do pedido junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), o pedido deve passar por etapas de análise para verificação de novidade, atividade inventiva e aplicação industrial, para só então a patente ser concedida.
Autoria

Augusto Coutinho
Jornalista e editor de conteúdos de medicina e ciência, especialista em Edição Digital e pós-graduando em Jornalismo de Dados.
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