O Ministério da Saúde iniciou a distribuição emergencial do medicamento ciclofosfamida para todo o país, com o objetivo de garantir a continuidade do tratamento de pacientes com câncer no Sistema Único de Saúde. A medida foi adotada após o único fornecedor nacional do fármaco enfrentar dificuldades técnicas na produção.
Para suprir a demanda, o governo realizou uma compra internacional de 140 mil unidades, incluindo comprimidos e frascos-ampola, utilizando mecanismos de negociação do sistema público de saúde.
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Compra emergencial e distribuição gradual
O primeiro lote, com 7 mil ampolas, já foi entregue ao almoxarifado do Ministério da Saúde, com investimento superior a R$ 1 milhão. O envio às unidades de referência, como o Instituto Nacional do Câncer (Inca), será feito de forma escalonada, conforme a necessidade de cada serviço.
Caso haja necessidade, novas aquisições poderão ser realizadas rapidamente para evitar interrupções no tratamento.
Monitoramento e articulação nacional
A operação foi viabilizada em menos de um mês por meio do Fundo Estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). O monitoramento da distribuição será feito em parceria com estados e com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), garantindo o alinhamento da oferta com a demanda.
Paralelamente, o Ministério da Saúde solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária maior agilidade na análise dos processos de importação, com o objetivo de acelerar a liberação dos lotes.
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Medicamento essencial no tratamento do câncer
A ciclofosfamida é um quimioterápico amplamente utilizado no tratamento de diversos tipos de câncer, como mama, ovário, linfomas e leucemias. A regularização do abastecimento é considerada essencial para evitar impactos no cuidado dos pacientes.
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Avanços na política oncológica
A ação também se insere em um movimento mais amplo de reestruturação da assistência oncológica no SUS. Com o novo modelo de financiamento, a compra de medicamentos passa a ser centralizada no Ministério da Saúde, ampliando o poder de negociação e a eficiência na gestão.
A expectativa é garantir maior estabilidade no fornecimento e fortalecer o acesso a tratamentos oncológicos em todo o país.
*Este artigo foi revisado pela equipe médica do Portal Afya.
Autoria

Roberta Santiago
Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.
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