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Saúde5 maio 2026

Casos de burnout disparam e crescem 823% em quatro anos

Dados do Ministério da Previdência Social mostram o crescimento acelerado de afastamentos por síndrome de burnout no Brasil

Análise dos dados mais recentes sobre afastamentos do INSS mostram que entre 2021 e 2025 os afastamentos por burnout saíram de 823 para 7.595, subindo aproximadamente duas vezes até 2023 e saltando muito nos últimos dois anos (aumento de 5 vezes).

Os dados de um levantamento anterior feito pela Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT) já mostravam que entre 2023 e 2025, o total de licenças concedidas por transtornos mentais (que inclui transtornos ansiosos e depressivos) passou de 219,8 mil para 393,6 mil, com os afastamentos por burnout praticamente triplicando.

Leia também: Afastamentos do trabalho por transtornos mentais disparam no Brasil

Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1)

Após adiamentos, a nova versão da Norma Regulamentadora No. 1 (NR-1) deve entrar em vigência no próximo dia 26 de maio. A revisão da norma é uma resposta para esse crescimento do esgotamento na força de trabalho, ela determina que riscos psicossociais, como estresse, assédio e sobrecarga emocional, passem a ser avaliados e geridos pelas organizações.

Casos de burnout disparam e crescem 823% em quatro anos

Imagem de Dc Studio/Freepik

O que leva ao aumento dos casos de burnout?

A síndrome ocupacional que pode levar a sentimentos de exaustão e esgotamento, gerando um aumento do distanciamento mental do próprio trabalho e sentimentos de negativismo ou cinismo além de uma redução da eficácia profissional, assim como outros transtornos mentais possui causas variadas, contudo especialistas em saúde mental e a Organização Mundial da Saúde, destacam que a precarização dos vínculos empregatícios combinada com jornadas longas, baixos salários, metas altas e pressão contribuem para criação de um ambiente capaz de gerar um estresse crônico no trabalhador.

A OMS também publicou relatório no início de 2026 mostrando como casos de burnout afetam mais especificamente a classe médica, entre os achados estavam que:

  • Cerca de 1 em cada 3 médicos e enfermeiros apresenta sintomas de ansiedade ou depressão;
  • Mais de 10% relatam pensamentos suicidas ou de automutilação;
  • A prevalência de sintomas depressivos é cinco vezes maior do que na população geral (32% vs. 6%);
  • Um em cada quatro médicos trabalha mais de 50 horas por semana;

Saiba mais: Burnout médico e as condições de trabalho na prática clínica

*Este artigo foi revisado pela equipe médica do Portal Afya.

Autoria

Foto de Augusto Coutinho

Augusto Coutinho

Jornalista e editor de conteúdos de medicina e ciência, especialista em Edição Digital e pós-graduando em Jornalismo de Dados.

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Referências bibliográficas

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