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Saúde25 fevereiro 2026

Butantan antecipa 1,3 milhão de doses contra dengue ao SUS

Butantan antecipa 1,3 milhão de doses contra dengue ao SUS em meio a quase 90 mil casos prováveis no país.

O Instituto Butantan antecipou a entrega de 1,3 milhão de doses da vacina contra a dengue ao Sistema Único de Saúde (SUS). A medida ocorre em um momento em que o país registra 89.912 casos prováveis da doença, segundo dados mais recentes do Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde.

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De acordo com o levantamento oficial, há ainda 111 óbitos em investigação e 11 mortes confirmadas por dengue. O coeficiente de incidência atual é de 42,3 casos por 100 mil habitantes. A letalidade entre casos prováveis é de 0,01%, enquanto nos casos graves chega a 0,99%.

A antecipação das doses integra a estratégia nacional de enfrentamento da doença, que tem apresentado elevada circulação viral nos últimos anos. A ampliação do acesso ao imunizante é considerada uma das frentes prioritárias para reduzir hospitalizações e óbitos, especialmente em faixas etárias com maior risco de evolução desfavorável.

Segundo informações da Agência Brasil, o Butantan trabalha para ampliar progressivamente a oferta de vacinas, em articulação com o Ministério da Saúde. A instituição já havia anunciado anteriormente a intenção de fortalecer a produção nacional do imunizante, com o objetivo de garantir maior autonomia ao país no enfrentamento das arboviroses.

A vacinação contra a dengue no SUS está inserida em uma estratégia que inclui também vigilância epidemiológica, controle vetorial e capacitação da rede assistencial. Especialistas apontam que, diante da sazonalidade da doença e da possibilidade de cocirculação de diferentes sorotipos, a imunização pode contribuir para reduzir a pressão sobre os serviços de saúde, sobretudo em períodos de maior incidência.

O cenário epidemiológico atual reforça a importância de medidas integradas. Embora o coeficiente de incidência esteja abaixo de picos observados em anos anteriores, o número absoluto de casos e a existência de óbitos em investigação indicam manutenção da transmissão em diferentes regiões do país.

Para médicos, o contexto demanda atenção ao diagnóstico precoce e à estratificação de risco, especialmente em pacientes com comorbidades, gestantes e idosos. A identificação de sinais de alarme e o manejo oportuno continuam sendo determinantes para reduzir a letalidade.

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A expectativa do Ministério da Saúde é que a ampliação da cobertura vacinal, aliada às ações de prevenção e controle do vetor, contribua para mitigar o impacto da doença ao longo de 2026. O acompanhamento contínuo dos indicadores epidemiológicos será fundamental para avaliar o efeito da estratégia no curto e médio prazo.

Autoria

Foto de Raphael Martins Lisboa

Raphael Martins Lisboa

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