O Brasil está criando seu primeiro biobanco dedicado exclusivamente à pesquisa da síndrome de Down. O ‘Biobanco da Rede Buriti-SD’ é uma parceria entre a Rede Buriti-SD e o Grupo Fleury, com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e terá sede na Faculdade de Medicina da USP, com polos de coleta em oito estados.
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Coleta diversificada
O projeto tem como objetivo armazenar e analisar amostras biológicas de 650 pessoas com trissomia do cromossomo 21, fornecendo uma base científica para estudos futuros. As amostras incluirão sangue e outros materiais biológicos de voluntários acima de 6 anos, representando a diversidade populacional brasileira. As coletas serão feitas em domicílio e em laboratórios parceiros nos estados de São Paulo, Acre, Distrito Federal, Espírito Santo, Ceará, Alagoas e Paraná.
Acompanhamento de pessoas com síndrome de Down
O Grupo Fleury será responsável pelas análises diagnósticas, incluindo a confirmação da trissomia do cromossomo 21, exames hematológicos, hormonais, bioquímicos e biomarcadores inflamatórios. Os dados coletados formarão uma base de referência inédita, permitindo diagnósticos mais precisos e um acompanhamento clínico mais eficaz para condições comuns em pessoas com síndrome de Down, como distúrbios endócrinos e predisposição a leucemias.
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Além do biobanco, será criado um banco de dados com informações sociodemográficas e de saúde dos participantes, contribuindo para uma melhor compreensão dos impactos da síndrome ao longo da vida. As coletas começam em março de 2025, e o projeto deve ser concluído no final de 2026.
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