O Brasil alcançou, em 2026, a marca de 10 anos sem casos de raiva humana transmitida por cães pelas variantes AgV1 e AgV2. Para reforçar a prevenção, o Ministério da Saúde abriu, no último sábado (22/08), a Campanha de Vacinação Antirrábica Canina e Felina na Fronteira. A abertura ocorreu no Acre, em Rondônia e no Mato Grosso do Sul, reunindo Brasil, Bolívia e Peru.
Para apoiar a campanha, o Ministério da Saúde forneceu vacinas antirrábicas para cães e gatos e materiais de vacinação. A pasta também apoiou atividades de vacinação na Bolívia e no Peru, ampliando o alcance da ação nas regiões de fronteira. Foram fornecidos equipamentos como caixas térmicas, termômetros e outros instrumentos para conservar as vacinas e proteger as equipes.
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Vírus da raiva ainda circula no Brasil entre animais silvestres
Mesmo sem casos humanos por variantes caninas há uma década, o vírus ainda circula entre morcegos, primatas e raposas. Esse cenário reforça a importância de manter a vacinação de cães e gatos e a vigilância de animais suspeitos. A procura rápida por atendimento de saúde após qualquer situação de risco também é essencial para evitar a doença.
Entre 2016 e 2026, o Brasil confirmou 37 casos de raiva humana, todos associados a animais silvestres, principalmente morcegos, primatas e raposas. Os morcegos foram responsáveis por 22 dos casos e os primatas por 7 casos.
A raiva é uma doença viral grave, com alta letalidade após o início dos sintomas. Diante de mordida, arranhão ou contato com saliva de mamíferos, a orientação é buscar atendimento de saúde imediatamente. Após avaliação, o profissional de saúde deve indicar, quando necessário, vacina, soro ou imunoglobulina.
Autoria

Gabriela Costa
Estagiária de conteúdo da Afya. Graduanda em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense.
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