Durante o 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MedTrop), o Ministério da Saúde apresentou os resultados obtidos no tratamento da malária desde a introdução da tafenoquina no Sistema Único de Saúde em 2024. O medicamento de dose única usado para prevenir novas manifestações da malária em conjunto com a ampliação do diagnóstico e a oferta de testes fez com que o Brasil registrasse uma redução de 30% nas mortes por malária e de 30,7% nos casos da forma mais grave da doença.
Em 2025, o Brasil registrou 118.037 casos de malária contraídos no território nacional, uma queda de 15% em relação a 2024 e o menor número desde 1978.
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Tafenoquina
O medicamento possui uma ação prolongada ajudando a evitar que a doença volte, atuando sobre a forma do parasita que permanece no fígado e pode provocar novos episódios da doença.
Atualmente a tafenoquina é indicada para pacientes adultos com 16 anos ou mais e peso de 35 quilos ou mais e disponível também em uma formulação para crianças a partir de 2 anos e com peso mínimo de 10 quilos.
Até junho de 2026, o Ministério da Saúde contabilizava mais de 33,7 mil pessoas tratadas com o medicamento, com 1.446 crianças e adolescentes entre os pacientes tratados.
Além disso, 3.920 tratamentos foram registrados em Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), o que fez com que as recaídas de malária diminuíssem 61,9% em relação ao mesmo período de 2025 e os casos da doença passassem de 17 mil para 7,6 mil, nessa população.
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Autoria

Augusto Coutinho
Jornalista e editor de conteúdos de medicina e ciência, especialista em Edição Digital e pós-graduando em Jornalismo de Dados.
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