A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou os dados do primeiro Boletim Infogripe de 2025 referente à semana epidemiológica 1 (de 29/12/2024 a 09/01/2025). O Boletim indica um sinal de queda no país dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas tendências de longo prazo (últimas seis semanas) e de curto prazo (últimas três semanas).
Na contramão da maioria do território nacional, cinco estados apresentaram sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Acre, Alagoas, Paraíba, Rondônia e Roraima. Os dados do relatório apontam que esse sinal pode estar relacionado com uma alta dos SRAG entre idosos no Norte e Nordeste e sugerem possível associação com infeção por covid-19. Embora ressalte que os dados disponíveis ainda são insuficientes para conclusão final.
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Além das capitais dos estados com sinal de crescimento, Manaus (AM) e Palmas (TO) também apresentam essa tendência. Enquanto em Manaus o aumento é observado principalmente na população idosa, em Palmas o cenário ainda é compatível apenas com uma oscilação.
O rinovírus permanece como o principal vírus responsável pelos casos de SRAG em crianças e adolescentes de até 14 anos, enquanto a Covid-19 predomina entre os idosos.
Incidência e mortalidade
Considerando as últimas 8 semanas epidemiológicas, a incidência e mortalidade semanal média mantém um cenário de maior impacto nos extremos das faixas etárias. Enquanto em termos de incidência de SRAG há maior impacto nas crianças até 2 anos, temos o inverso em termos de mortalidade, onde a população a partir de 65 anos é a mais impactada.
Em relação aos casos de SRAG por SARS-CoV-2, há maior incidência em crianças pequenas e idosos, enquanto a mortalidade é maior entre idosos a partir de 65 anos. Entretanto, apesar de ter menor impacto nos óbitos das crianças em comparação com idosos, a Covid-19 é a principal causa de mortalidade entre crianças pequenas nas últimas semanas.
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Distribuição dos casos de SRAG positivos para vírus
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a prevalência de casos de SRAG positivos para infecção viral foi distribuída da seguinte forma: 7,7% eram influenza A; 4,9% eram Influenza B; 13% eram vírus sincicial respiratório (VSR); 26,9% eram rinovírus; 41,3% eram SARS-CoV-2.
Entre os óbitos, a maior prevalência foi para o SARS-CoV-2 com 74,1% enquanto o rinovírus teve uma prevalência de 9,7%.
*Esse artigo foi revisado pela equipe médica do Portal Afya
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