A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou em 5 de outubro o registro do axatilimabe no Brasil. O medicamento é indicado para adultos e pacientes pediátricos com peso igual ou superior a 40 kg com doença do enxerto contra o hospedeiro crônica, ou DECH crônica, após falha de pelo menos duas linhas anteriores de terapia sistêmica.
O axatilimabe é um anticorpo monoclonal. A aprovação amplia as opções para uma população que, segundo a Anvisa, apresenta alternativas terapêuticas limitadas quando há falha de múltiplas linhas de tratamento.

DECH crônica pode surgir após transplante de medula óssea
A DECH crônica é uma complicação tardia do transplante alogênico de células-tronco hematopoéticas, conhecido também como transplante de medula óssea. A condição costuma surgir após 100 dias do procedimento.
A doença ocorre quando linfócitos T provenientes do doador reconhecem os tecidos do receptor como estranhos e passam a atacá-los. A condição está associada a morbidade elevada, comprometimento da qualidade de vida e aumento da mortalidade.
Saiba mais: FDA aprova imunoterapia para complicações pós-transplante em câncer hematológico
Quando o axatilimabe pode ser utilizado?
O registro não contempla todos os pacientes com DECH crônica. O axatilimabe é destinado especificamente aos casos em que houve falha de pelo menos duas linhas anteriores de tratamento sistêmico.
Essa exigência posiciona o medicamento como uma alternativa para pacientes previamente tratados e que ainda apresentam necessidade de novas opções terapêuticas.
Taxa de resposta chegou a 73,8% no estudo
Na avaliação citada pela Anvisa, a dose de 0,3 mg/kg de axatilimabe administrada a cada duas semanas apresentou a melhor relação entre benefício e risco. A taxa de resposta global foi de 73,8% nos primeiros seis ciclos de tratamento.
O dado representa a proporção de pacientes que apresentou resposta ao tratamento no período avaliado. Portanto, não deve ser interpretado como taxa de cura da DECH crônica.
Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.
Autoria
Como você avalia este conteúdo?
Sua opinião ajudará outros médicos a encontrar conteúdos mais relevantes.
