A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a proibição da comercialização do suplemento alimentar em cápsulas da marca Glicopill, vendido na internet com a promessa de promover o controle da glicemia de forma “saudável”. A medida inclui a apreensão do produto e a suspensão da fabricação, distribuição, importação, propaganda e consumo em todo o território nacional.
Segundo a agência reguladora, a decisão foi motivada pela identificação de propagandas irregulares veiculadas em plataformas digitais, nas quais o produto é anunciado como “a fórmula mais eficiente para controle da diabetes”. Esse tipo de alegação terapêutica é proibido para suplementos alimentares, que não podem ser divulgados como prevenção, tratamento ou cura de doenças.
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Irregularidades sanitárias e promessas terapêuticas ilegais
De acordo com a Anvisa, o Glicopill apresenta diversas irregularidades sanitárias, como ausência de registro ou notificação, falhas na rotulagem e falta de comprovação de segurança e eficácia. O suplemento tem origem desconhecida e vem sendo comercializado tanto em site próprio quanto em grandes plataformas de e-commerce, como Mercado Livre, Shopee, Magazine Luiza e Amazon.
A ação envolvendo o Glicopill ocorre em um contexto mais amplo de fiscalização. Nesta sexta-feira (23/01), a Anvisa determinou a apreensão de todos os produtos da marca Ervas Brasil, além da proibição da comercialização, distribuição, fabricação, divulgação e consumo dos itens. A empresa Ervas Brasil Indústria Ltda. não possui Licença Sanitária nem Alvará de Funcionamento, segundo a autarquia.
Ainda conforme a Anvisa, os produtos da Ervas Brasil contêm ingredientes não autorizados para suplementos alimentares e são divulgados de forma irregular, com associação a supostos benefícios terapêuticos sem comprovação científica. Em 7 de janeiro de 2026, a agência já havia determinado a apreensão dos suplementos “Vitamina C Sucupira com Unha de Gato” e “Suplemento Alimentar Colesterol”, da mesma empresa, pelos mesmos motivos.
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A Anvisa alerta que a divulgação de produtos com promessas terapêuticas pode induzir consumidores ao erro, especialmente pessoas com doenças crônicas, como o diabetes, que exige acompanhamento médico contínuo e tratamento adequado. A recomendação é que consumidores desconfiem de produtos vendidos como soluções rápidas ou naturais e sempre verifiquem se suplementos e medicamentos possuem autorização sanitária antes do consumo.
Autoria

Roberta Santiago
Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.
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