Homem, 69 anos, com cirrose hepática secundária ao etilismo crônico, é levado ao pronto-socorro por confusão mental progressiva há dois dias. Familiares relatam episódios de risos inapropriados, inversão do ciclo sono–vigília e dificuldade para executar tarefas simples. Foi submetido recentemente a paracentese de grande volume devido à ascite tensa.Nega febre, dor abdominal ou alterações recentes de medicação. Refere ingestão excessiva de proteína em evento familiar nos últimos dias.
Ao exame físico:
- Ausência de déficits neurológicos focais
- Leve taquicardia, demais sinais vitais estáveis
- Asterixis
- Lentificação psicomotora
- Desorientação leve
Exames laboratoriais:
- Sem hipoglicemia
- Sem distúrbios eletrolíticos
- Função renal inalterada
Tomografia computadorizada de crânio: sem alterações.
Qual mecanismo fisiopatológico melhor explica a alteração do estado mental desse paciente?
Autoria

Daniela Cristina Cardoso Lima Estrella
Possui graduação em Medicina pela Universidade Estácio de Sá (2019). Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Clínica Médica, Dermatologia Sanitária e Cirúrgica e Medicina de Emergência.
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