FDA aprova tavapadona para Parkinson, nova diretriz europeia recomenda sotatercepte na HAP e estudo do INCA avalia p53 no câncer de endométrio
No episódio de hoje do Afya News, você acompanha a aprovação do primeiro agonista seletivo D1/D5 para doença de Parkinson nos Estados Unidos, a atualização das diretrizes europeias sobre hipertensão arterial pulmonar com inclusão do sotatercepte e um estudo brasileiro que associa alterações no p53 ao risco de recidiva em câncer de endométrio não invasivo.
Matérias citadas no episódio de hoje:
- FDA aprova tavapadona, primeiro agonista dopaminérgico seletivo D1/D5 para tratamento da doença de Parkinson
- Atualização da diretriz europeia de hipertensão arterial pulmonar recomenda sotatercepte para pacientes fora de baixo risco
- Estudo do INCA relaciona p53 anormal a maior taxa de recidiva em câncer de endométrio de alto grau sem invasão miometrial
O que importa hoje: FDA aprova tavapadona, primeiro agonista seletivo D1/D5 para doença de Parkinson
A FDA aprovou a tavapadona (Juvmo), da AbbVie, para o tratamento de adultos com doença de Parkinson. O medicamento é o primeiro agonista seletivo dos receptores dopaminérgicos D1/D5 e é tomado uma vez ao dia, com ou sem levodopa.
A aprovação se baseou no programa de fase 3 TEMPO, que mostrou melhora da funcionalidade diária e aumento do tempo “on” sem discinesias problemáticas. A empresa prevê disponibilizar o medicamento nos Estados Unidos em outubro.
Para médicos, a aprovação traz um novo mecanismo dopaminérgico para o controle dos sintomas motores, com potencial de uso ao longo das diferentes fases da doença, isoladamente ou associado à levodopa. A tomada única diária pode simplificar esquemas terapêuticos.
Os eventos adversos mais frequentes nos estudos foram náusea, tontura e cefaleia, e alucinações e discinesias estão entre os riscos que exigem monitoramento durante o tratamento.
O que muda na prática: nova diretriz da ERS recomenda sotatercepte na hipertensão arterial pulmonar
A European Respiratory Society atualizou suas diretrizes para o tratamento da hipertensão arterial pulmonar, revisando as recomendações de 2022. O sotatercepte recebeu recomendação forte, com certeza alta de evidência, para pacientes já em tratamento específico e fora da categoria de baixo risco.
A recomendação se baseia em quatro ensaios randomizados que mostraram ganho no teste de caminhada, queda do NT-proBNP e menos hospitalizações. O cateterismo direito no seguimento passa a ser sugerido quando puder mudar a conduta.
Para médicos, a atualização consolida o sotatercepte como uma quarta estratégia farmacológica na HAP, somada às terapias tradicionais, e não substituta. O uso exige monitorar policitemia, plaquetopenia, sangramentos, telangiectasias e derrame pericárdico, com ecocardiograma antes do início.
No Brasil, o fármaco tem registro na Anvisa, mas a Conitec emitiu parecer preliminar desfavorável à sua incorporação ao SUS.
Radar: estudo do INCA liga p53 anormal a maior recidiva em câncer de endométrio não invasivo
Estudo retrospectivo do Instituto Nacional de Câncer, publicado na Pathology and Oncology Research, avaliou 59 pacientes com câncer de endométrio de alto grau sem invasão miometrial tratadas entre 2010 e 2025. O p53 estava alterado em 78% dos tumores.
Entre as 56 pacientes em estádio FIGO IC, a recidiva em cinco anos foi de cerca de 23% nos tumores com p53 anormal, contra nenhuma nos tumores selvagens, com predomínio de recorrências fora da pelve.
Para médicos, os dados sugerem que a ausência de invasão miometrial não garante baixo risco e que o status do p53 pode ajudar a orientar o estadiamento cirúrgico e a indicação de terapia adjuvante, evitando o sobretratamento de tumores selvagens.
As diferenças, porém, não atingiram significância estatística, e o desenho retrospectivo com amostra pequena exige validação em estudos prospectivos maiores.
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Autoria
Redação Afya News
Podcasts e videocasts produzidos com curadoria médica especializada, conduzida pelo Dr. Guilherme Rodrigues (CRM-RJ 1049461 | RQE 37692), chefe do Departamento de Catarata do Instituto Benjamin Constant (RJ) e Editor-Chefe de Conteúdo Médico da Afya Educação Médica, além de Professor do curso de Inteligência Artificial da Afya. Todo o conteúdo é gravado com apoio de tecnologias de Inteligência Artificial, assegurando eficiência produtiva, qualidade técnica e escalabilidade, sem abrir mão do rigor científico e da relevância clínica.
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