Planos de saúde terão de cobrir DIU hormonal para endometriose, EMA mantém oxibato de sódio e indústria acelera corrida por tratamentos para obesidade
Bem-vindo ao resumo do Afya News de 24 de setembro de 2026. No episódio de hoje, você acompanha a nova cobertura obrigatória do DIU hormonal nos planos de saúde para pacientes com endometriose, a decisão da EMA sobre oxibato de sódio no tratamento da dependência de álcool e a intensificação dos investimentos da indústria farmacêutica em terapias para obesidade.
Matérias citadas no episódio de hoje:
- ANS torna obrigatória cobertura de DIU hormonal para pacientes com endometriose nos planos de saúde a partir de outubro
- EMA conclui que benefícios do oxibato de sódio superam riscos na dependência de álcool e solicita novos estudos sobre eficácia
- Indústria farmacêutica amplia investimentos em tratamentos para obesidade e disputa mercado de terapias com GLP-1
O que importa hoje: cobertura obrigatória de DIU hormonal para endometriose na saúde suplementar
A Agência Nacional de Saúde Suplementar publicou em 22 de setembro uma atualização da Diretriz de Utilização do Rol de Procedimentos que torna obrigatória a cobertura do DIU ou SIU hormonal para pacientes com endometriose.
A regra entra em vigor em 1º de outubro e abrange o dispositivo e o procedimento de inserção nos casos de contraindicação ou não adesão aos contraceptivos orais combinados, além das indicações previstas em bula registrada na Anvisa. A mesma indicação já havia sido incorporada ao SUS em 2025.
A mudança oferece base regulatória clara para prescrever o sistema liberador de levonorgestrel no controle da dor associada à endometriose na saúde suplementar. O diagnóstico isolado não garante a cobertura, é preciso documentar no prontuário e na solicitação a contraindicação ou a falha de adesão aos contraceptivos combinados, o que reduz o risco de negativas por parte das operadoras.
O que muda na prática: EMA mantém oxibato de sódio para dependência de álcool e solicita estudos adicionais
A Agência Europeia de Medicamentos concluiu a revisão dos medicamentos à base de oxibato de sódio indicados para pessoas com dependência de álcool e considerou que os benefícios continuam superando os riscos.
Apesar da manutenção da relação benefício-risco favorável no contexto avaliado, a agência determinou a realização de estudos adicionais para caracterizar melhor a eficácia do tratamento, reforçando que a geração de evidências sobre o uso do fármaco ainda precisa avançar.
Trata-se de uma atualização de farmacovigilância relevante para psiquiatria, medicina de dependência e demais profissionais que acompanham pacientes com transtorno por uso de álcool nos países onde a terapia está disponível. A decisão sustenta o uso nas indicações aprovadas, mas sinaliza cautela na seleção de pacientes e atenção a futuras revisões regulatórias.
Radar: indústria farmacêutica intensifica apostas em tratamentos para obesidade
Reportagem da Reuters descreve a intensificação da corrida da indústria farmacêutica por tratamentos para obesidade, com empresas ampliando investimentos para disputar um mercado hoje dominado principalmente pelos grandes produtos baseados em incretinas e agonistas do receptor de GLP-1.
A movimentação envolve novas moléculas, diferentes apresentações e estratégias empresariais voltadas à próxima geração de terapias para perda de peso.
A obesidade tornou-se um dos segmentos de maior transformação na indústria farmacêutica. O aumento da concorrência e a diversificação das plataformas terapêuticas tendem a repercutir em endocrinologia, cardiologia e atenção primária, com impacto na disponibilidade de medicamentos, nos custos e nos modelos de cuidado de longo prazo dos pacientes.
Esse foi o Afya News de hoje! Para acompanhar diariamente as principais atualizações médicas com análise especializada, inscreva-se no Afya News no Spotify e YouTube. Até o próximo episódio!
Autoria
Redação Afya News
Podcasts e videocasts produzidos com curadoria médica especializada, conduzida pelo Dr. Guilherme Rodrigues (CRM-RJ 1049461 | RQE 37692), chefe do Departamento de Catarata do Instituto Benjamin Constant (RJ) e Editor-Chefe de Conteúdo Médico da Afya Educação Médica, além de Professor do curso de Inteligência Artificial da Afya. Todo o conteúdo é gravado com apoio de tecnologias de Inteligência Artificial, assegurando eficiência produtiva, qualidade técnica e escalabilidade, sem abrir mão do rigor científico e da relevância clínica.
Como você avalia este conteúdo?
Sua opinião ajudará outros médicos a encontrar conteúdos mais relevantes.