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Afya News14 março 2026

14/03/2026 | Terapias biológicas, DOACs e políticas SUS

Resumo semanal: aprovação de biológicos pela Anvisa, estudo comparativo entre apixabana e rivaroxabana, protocolo de nirsevimabe no SUS e mais atualizações médicas essenciais.

Inovações terapêuticas, evidências clínicas e políticas de saúde: resumo semanal do Afya News

O episódio com o resumo semanal do Afya News traz as principais atualizações médicas dos últimos dias, com foco em três eixos: inovações terapêuticas e tecnologias emergentes, evidências clínicas que impactam a prática diária e mudanças nas políticas públicas de saúde. A semana foi marcada por aprovações de novos medicamentos biológicos pela Anvisa, estudos comparativos sobre anticoagulantes orais diretos e avanços nas políticas de proteção pediátrica no SUS.

Matérias citadas no episódio de hoje:

Inovações terapêuticas e novas tecnologias médicas

A semana registrou avanços relevantes em terapias biológicas, farmacologia e medicina translacional.

A Anvisa aprovou três novos medicamentos biológicos que ampliam as opções clínicas em diferentes áreas: um anticorpo-droga conjugado para câncer de mama metastático, uma imunoterapia capaz de retardar a progressão do diabetes tipo 1 e um anticorpo monoclonal indicado para prevenção de crises de angioedema hereditário.

Também foi aprovado no Brasil o cenobamato, indicado como terapia adjuvante para crises focais em adultos com epilepsia farmacorresistente. A nova opção pode ajudar a otimizar o controle de crises em pacientes que permanecem sintomáticos mesmo após múltiplas tentativas terapêuticas.

Na medicina experimental, um estudo relatou o uso de um fígado de porco geneticamente modificado como suporte extracorpóreo em um paciente com insuficiência hepática grave. O órgão funcionou temporariamente como uma ponte terapêutica até que um transplante humano estivesse disponível, representando mais um passo no avanço da xenotransplantação.

Atualizações de prática clínica e evidência científica

A semana trouxe dados que reforçam a importância da individualização das decisões clínicas.

Um estudo publicado no New England Journal of Medicine comparou o risco de sangramento entre apixabana e rivaroxabana no tratamento do tromboembolismo venoso agudo. Os resultados sugerem menor risco de sangramento clinicamente relevante com apixabana, mantendo eficácia semelhante na prevenção de recorrência.

Na prática, o achado reforça que a escolha do anticoagulante oral direto deve considerar perfil hemorrágico, função renal, comorbidades e possíveis interações medicamentosas.

Outro debate que voltou à pauta envolve as metas de pressão arterial. Revisões recentes indicam que metas muito agressivas podem não ser adequadas para todos os pacientes, especialmente idosos ou indivíduos frágeis. A recomendação é evitar abordagens padronizadas e priorizar avaliação individual, considerando risco cardiovascular global, variabilidade pressórica e tolerabilidade ao tratamento.

Políticas públicas e organização do sistema de saúde

No campo das políticas públicas, o Ministério da Saúde publicou o protocolo nacional para uso do nirsevimabe no SUS, um anticorpo monoclonal de longa duração indicado para prevenção de infecção grave por vírus sincicial respiratório em bebês de alto risco. A estratégia pode ampliar a proteção em prematuros e crianças com maior vulnerabilidade a complicações respiratórias.

Também foi atualizada uma nota técnica sobre a notificação de anomalias congênitas, reforçando a importância do registro adequado nos sistemas nacionais de vigilância epidemiológica, como o Sinasc e o SIM.

Esse foi o Afya News de hoje. Para acompanhar diariamente as principais atualizações médicas com análise especializada, inscreva-se no Afya News no Spotify e YouTube. Até o próximo episódio!

Autoria

Foto de Redação Afya News

Redação Afya News

Podcasts e videocasts produzidos com curadoria médica especializada, conduzida pelo Dr. Guilherme Rodrigues (CRM-RJ 1049461 | RQE 37692), chefe do Departamento de Catarata do Instituto Benjamin Constant (RJ) e Editor-Chefe de Conteúdo Médico da Afya Educação Médica, além de Professor do curso de Inteligência Artificial da Afya. Todo o conteúdo é gravado com apoio de tecnologias de Inteligência Artificial, assegurando eficiência produtiva, qualidade técnica e escalabilidade, sem abrir mão do rigor científico e da relevância clínica.

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