Publicada pela Infectious Diseases Society of America e American Thoracic Society no mês de julho, as novas diretrizes sobre o tratamento de pneumonia recomendam períodos mais curtos de antibioticoterapia.
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Essas diretrizes são destinadas para uso por profissionais de saúde que cuidam de pacientes com risco de pneumonia hospitalar e pneumonia associada à ventilação mecânica. Os principais pontos dessa atualização são:
- Recomendação de que cada hospital gere antibiogramas para orientar os profissionais de saúde no que diz respeito à escolha de antibióticos.
- Antibioticoterapia de curta duração para a maioria dos pacientes com pneumonia hospitalar e pneumonia associada à ventilação mecânica, independentemente da etiologia microbiana.
- Uso de antibióticos de espectro restrito no lugar de substâncias de amplo espectro
- Iniciar o tratamento com monoterapia, ao invés de já associar medicamentos
- Uso dos níveis de procalcitonina para orientar a suspensão da antibioticoterapia, ao invés de se basear apenas nos critérios clínicos
Pneumonia hospitalar e a pneumonia associada à ventilação mecânica correspondem a 20% a 25% das infecções hospitalares. Cerca de 10% a 15% desses casos evoluem para óbito. Aproximadamente 1 a cada 10 pacientes em ventilação mecânica desenvolvem pneumonia associada à ventilação mecânica e 13% das infecções são fatais.
Não há evidências que períodos mais longos de antibioticoterapia tenham mais benefício que os esquemas de menor duração. O tratamento mais prolongado está associado a mais efeitos adversos, como diarreia, aumento dos custos médicos e do risco de resistência aos antimicrobianos.
Clique aqui para ver as recomendações sobre antibioticoterapia no tratamento de pneumonia.
Referências:
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