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Ortopedia7 dezembro 2023

Tromboembolismo venoso após artroplastia total de joelho e de quadril

O objetivo desse estudo é comparar a incidência de tromboembolismo venoso e risco de sangramento após ATQ ou ATJ.

A trombose venosa profunda (TVP) e o tromboembolismo pulmonar (TEP) ocorrem em 0,6% a 3% das artroplastias totais de joelho (ATJ) ou quadril (ATQ), contribuindo para o aumento da morbidade e mortalidade pós-operatória. As terapias antitrombóticas levam a uma possibilidade de sangramento e formação de hematomas e hemorragias, devendo ser utilizadas, porém mantendo os cirurgiões sempre atentos a esses sinais. 

Foi publicado no último mês, no Journal of the American Medical Association – JAMA, um estudo com o objetivo de comparar a incidência de tromboembolismo venoso (TEV) e risco de sangramento após ATQ ou ATJ por fatores de risco subjacentes.  

Numa abordagem de correspondência de propensão, comparou ainda o risco de TEV pós-operatório e sangramento com o uso de terapia oral direta com anticoagulantes e aspirina. 

 Saiba mais: Considerações práticas para o tratamento de longo prazo do tromboembolismo venoso

Tromboembolismo venoso após artroplastia total de joelho e de quadril

Tromboembolismo venoso após artroplastia total de joelho e de quadril

Métodos 

Foi realizado um estudo de coorte retrospectivo com informações retiradas de uma base de dados americana sendo incluídos pacientes submetidos a ATJ ou ATQ entre março de 2017 e setembro de 2019 com acompanhamento de pelo menos 3 meses antes e após a cirurgia. Foram excluídos pacientes que receberam anticoagulação entre 14 e 90 dias antes da cirurgia. O desfecho primário avaliado foi a incidência cumulativa de TEV 30 dias após a alta. 

Resultados 

Entre os 29.264 pacientes incluídos na coorte final, 17.040 (58,2%) eram mulheres, 27.897 (95,2%) tiveram internações com média (IQR) de tempo de internação de dois (1-2) dias, 10.948 (37,4%) foram submetidos a artroplastia total de quadril, 18.316 (62,6%) foram submetidos a artroplastia total de joelho; e a média 

(IQR) de idade foi de 59 (55-63) anos. Aos 30 dias, a incidência cumulativa de TEV foi de 1,19% (IC95%, 1,06%- 1,32%) e a incidência cumulativa de sangramento foi de 3,43% (IC 95%, 3,22%-3,64%).  Na análise multivariada, os principais fatores de risco associados ao aumento do risco de TEV incluíram história prévia de TEV (odds ratio [OR], 5,94 [IC 95%, 4,29-8,24]), estado de hipercoagulabilidade hereditária (OR, 2,64 [IC 95%, 1,32-5,28]), 

artroplastia de joelho (OR, 1,65 [IC 95%, 1,29-2,10]) e sexo masculino (OR, 1,34 [IC 95%, 1,08-1,67]). Em uma coorte de propensão correspondente de 7.844 pares de anticoagulante-aspirina, não houve diferença significativa no risco de TEV nos primeiros 30 dias após o procedimento cirúrgico (OR, 1,14 [IC95%, 0,82-1,59]), mas sangramento pós-operatório foi mais frequente em pacientes que receberam anticoagulantes (OR, 1,36 [IC 95%, 1,13-1,62]). 

 Leia também: Impacto de tecnologia digital no pós-operatório da artroplastia total de joelho

Conclusão e mensagem prática 

De acordo com o estudo, em pacientes submetidos a ATQ ou ATJ, fatores de risco subjacentes ao paciente, mas não a escolha de aspirina ou anticoagulante, foram associados com TEV pós-cirúrgico. As taxas de sangramento pós-operatório foram menores nos pacientes que receberam aspirina. Esses resultados sugerem que as estratégias de tromboprofilaxia devem ser centradas no paciente e adaptadas ao risco individual de trombose e sangramento.

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Referências bibliográficas

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