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OrtopediaJUN 2022

Qual é a órtese com menor taxa de falha no tratamento do dedo em martelo?

O objetivo do tratamento do dedo em martelo é reaproximar o tendão ao osso, permitindo cicatrização e restauração da função extensora.

O objetivo do tratamento do dedo em martelo é reaproximar o tendão ao osso, permitindo cicatrização e restauração da função extensora. O tratamento conservador com uso de órtese é considerado efetivo para a maioria dos casos enquanto indicações relativas de tratamento cirúrgico são lesões expostas, fragmentos ósseos grandes, impossibilidade de ortetização ou falha no tratamento conservador. Durante o tratamento, a flexão inadvertida da articulação interfalangeana distal pode causar re-ruptura do tendão e impedir a cicatrização, levando a um lag de extensão.

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Na literatura existem muitos trabalhos comparando o tratamento conservador com o cirúrgico, porém poucos comparam a eficácia dos diferentes tipos de órteses. Foi publicado no último mês na revista Journal of Hand Surgery Global Online um estudo com o objetivo primário de comparar as taxas de falha nos tratamentos com órtese para cada dedo e secundários de identificar fatores de risco adicionais de falhas no tratamento com órtese.

Qual é a órtese com menor taxa de falha no tratamento do dedo em martelo

O estudo

Foram selecionados, retrospectivamente, pacientes de um banco de dados de saúde americano com os seguintes critérios: dedo em martelo fechado, iniciando tratamento com órtese em até 2 semanas da lesão, maiores de 18 anos, uso mínimo de 4 semanas de órtese sem história de trauma anterior no mesmo dedo.

A falha foi definida por qualquer um dos 3 critérios: um lag de extensão de 20 graus após um curso mínimo de 4 semanas de imobilização contínua, conversão não planejada para uma intervenção cirúrgica ou o início de um segundo curso não planejado de órtese após a conclusão do primeiro período. Gessos flexíveis e órteses termoplásticas foram aplicados por fisioterapeutas, enquanto as imobilizações com tala de alumínio e outras foram aplicadas por uma variedade de profissionais treinados e certificados. Todos os pacientes foram orientados a não remover a órtese durante o período de tratamento.

Dos 1.331 pacientes identificados, 328 preencheram os critérios de inclusão. Apesar de não haver diferença estatisticamente significativa da taxa de falha entre os dígitos, houve uma tendência para o dedo mínimo falhar em uma taxa maior (n=131, 40%) do que os outros dígitos individualmente (P=0,08) e combinados (n=95, 29%; P=0,06). Uma idade mais avançada na lesão foi associada à falha e a idade média do paciente com falha foi de 54 anos. A taxa de falha foi maior em lesões tendíneas versus ósseas com martelo (n=131, 40% vs n=66, 20%, respectivamente; P < 0,01). O tipo de órtese foi associado à taxa de falha, e a falha foi maior em pacientes tratados com órteses Stack (rígidas) (n=183, 56%; P=0,01), seguido por alumafoam (42%), molde macio (28%), termoplástico personalizado (26%) e órteses não especificadas (3%).

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Na prática

O trabalho é importante ao demonstrar que as órteses fabricadas personalizadas para os pacientes têm menor chance de falha que as órteses rígidas (Stack) que podem ser compradas prontas ou o uso das talas de alumínio. Na prática, se há acesso a um profissional como o terapeuta de mão que pode confecionar tais imobilizações, a impressão é que nosso paciente será beneficiado. Esse estudo é retrospectivo de análise de prontuário e, portanto, estudos seguintes prospectivos são necessários nessa mesma linha de investigação com o objetivo de gerar evidência científica na escolha da imobilização com menor taxa de falha.

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Referências bibliográficas

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