Paciente feminina, 48 anos, comparece para avaliação oftalmológica de rotina sem queixas visuais. Durante o exame de biomicroscopia do segmento anterior do olho direito, observa-se lesão pigmentada localizada na íris inferior, de coloração marrom-escura, bem delimitada e discretamente elevada, com aproximadamente 3 mm de diâmetro. A lesão apresenta superfície relativamente homogênea, sem vascularização intrínseca evidente.
Nota-se discreta deformidade do contorno pupilar adjacente à lesão. Não há sinais de semeadura tumoral na câmara anterior. A pressão intraocular encontra-se dentro da normalidade. A gonioscopia não evidencia invasão do ângulo iridocorneano. O restante do exame oftalmológico é normal.
Com o objetivo de melhor caracterizar a lesão, foi realizado ultrabiomicroscopia (UBM), que demonstrou lesão sólida, bem delimitada, restrita ao estroma da íris, sem comprometimento do corpo ciliar e sem extensão para estruturas adjacentes. Diante dos sintomas, a principal hipótese diagnóstica é nevo de íris.

Legenda da imagem 1: Biomicroscopia evidenciando lesão pigmentada bem delimitada na íris inferior, compatível com nevo de íris.
Legenda da imagem 2: Biomicroscopia em corte óptico evidenciando lesão pigmentada elevada na íris inferior, com protrusão para a câmara anterior, compatível com nevo de íris.
Qual é a conduta mais apropriada diante desse achado clínico?
ARealizar acompanhamento periódico com documentação fotográfica e avaliação de possíveis sinais de crescimento
BRealizar iridectomia imediata devido ao risco de melanoma
CIniciar tratamento com quimioterapia tópica
DPrescrever anti-inflamatório tópico para regressão da lesão
Autoria

Alléxya Affonso
Editor médico na Afya. Médica Oftalmologista, com doutorado em oftalmologia e ciências visuais pela UNIFESP. Além da atuação na Afya, também atende em consultório particular.
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