Paciente de 69 anos, sexo feminino, tabagista de longa data e hipertensa mal controlada, procura o pronto-socorro oftalmológico com queixa de dor ocular severa à esquerda, associada a náuseas, cefaleia ipsilateral e perda visual súbita e quase total iniciada há 48 horas. Durante a anamnese, a paciente relatou que, há cerca de 3 meses, notou uma “mancha escura” indolor que embaçou grande parte da visão deste mesmo olho de forma repentina, mas não procurou ajuda médica na ocasião.
Ao exame oftalmológico apresenta:
- acuidade visual corrigida:
- OD 20/25;
- OE Percepção Luminosa
- tonometria:
- OD 14mmHg;
- OE 39mmHg.
- Biomicroscopia:
- OD: Olho calmo, câmara anterior formada sem reação de câmara anterior, córnea clara, fácico sem alterações cristalinianas
- OE: Vide Imagem
- fundoscopia:
- OD Disco normocorado, escavação fisiológica, mácula preservada, sem alterações polo posterior;
- OE Disco com margens mal delimitadas e neovasos. Dilatação, ingurgitamento e tortuosidade venosa severa e difusa em todas as ramificações principais Hemorragias intrarretinianas difusas em “chama de vela” e múltiplos exsudatos algodonosos no polo posterior.

Considerando o provável evento primário oclusivo ocorrido há 3 meses e o atual estágio clínico evidenciado pela imagem, qual é o raciocínio fisiopatológico mais acurado que dita a escolha da sequência terapêutica mais adequada para preservar a integridade do globo e controlar a pressão intraocular a longo prazo, assumindo viabilidade clínica para os procedimentos?
Autoria

Raphael Lisboa
Estagiário de conteúdo na Afya. Graduando em Jornalismo pela Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro).
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