Paciente do sexo masculino, 45 anos, procura atendimento oftalmológico com queixa de baixa acuidade visual progressiva no olho direito, notada de forma acentuada há cerca de 1 ano. Relata fotofobia moderada, uma piora significativa da visão em ambientes muito iluminados associada a ofuscamento e glare além de progressiva dificuldade para dirigir à noite.
Nega comorbidades sistêmicas, uso de medicações contínuas ou trauma ocular prévio.
Ao exame oftalmológico apresenta:
- acuidade visual corrigida:
- OD 20/40;
- OE 20/20.
- tonometria:
- OD 12mmHg;
- OE 13mmHg.
- Biomicroscopia:
- OD: Vide Imagem
- OE: Olho calmo, câmara anterior formada sem reação de câmara anterior, córnea clara, fácico sem alterações cristalinianas
- fundoscopia:
- OD Disco normocorado, escavação fisiológica, mácula preservada, sem alterações polo posterior;
- OE Disco normocorado, escavação fisiológica, mácula preservada, sem alterações polo posterior;

Considerando a principal suspeita diagnóstica evidenciada na imagem, qual passo da cirurgia de facoemulsificação deve ser rigorosamente EVITADO para esse paciente, a fim de minimizar o risco de complicações graves?
Autoria

Pedro Hélio Júnior
Conteudista médico na Afya. Formado em medicina pela Universidade Federal de Uberlandia (UFU), com residencia médica em Oftalmologia e Mestrado pela mesma instituição e fellowship em Glaucoma (pelo Glaucoma Instituto). Além da atuação na Afya, é professor de oftalmologia e coordenador da residência médica de oftalmologia do IMEPAC-HUSF (Araguari).
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