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NeurologiaMAI 2021

Probióticos para constipação na doença de Parkinson

Pacientes com Parkinson podem apresentar sintomas não motores relacionados à doença, como constipação, que pode ser tratada com probióticos.

A doença de Parkinson (DP) é uma doença neurodegenerativa crônica e progressiva caracterizada por sintomas motores e não motores. As características motoras principais da DP são tremor, bradicinesia e rigidez. Uma quarta característica, instabilidade postural, é comumente citada, embora não está incluída em nenhum critério diagnóstico publicado para DP. A gravidade dos sintomas motores parece ser um preditor independente de mortalidade. As características clínicas mais sugestivas de DP idiopática em vez de uma síndrome parkinsoniana atípica ou secundária são o início assimétrico ou unilateral dos sinais/sintomas, a presença de tremor de repouso e uma boa resposta ao tratamento com L-dopa.

Leia também: Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson

Probióticos para constipação na doença de Parkinson

Outros sintomas

Além dessas características motoras típicas, os pacientes com DP podem apresentar sintomas não motores relacionados à própria doença ou aos medicamentos usados para tratá-la, podemos citar:

  • Manifestações neuropsiquiátricas como: sintomas psicóticos, ansiedade, apatia e transtornos do humor.
  • Distúrbios do sono como: insônia, parassonias, síndrome das pernas inquietas e sonolência diurna.
  • Disautonomias como: hipotensão ortostática, disfunção sexual e constipação.

A constipação é um dos distúrbios não motores mais comuns relacionados à disautonomia, o tempo de trânsito colônico é diminuído nestes pacientes.

O tratamento da constipação na DP geralmente não difere do tratamento da constipação de outras condições clínicas. A abordagem inclui:

  1. Mudança de comportamento e na dieta (por exemplo, aumento da ingestão de líquidos e fibras)
  2. Terapia laxativa com laxantes formadores de massa.

Especificamente em pacientes com DP, as seguintes terapias foram estudadas e consideradas mais eficazes do que o placebo em pequenos estudos:

  • Polietilenoglicol, um laxante osmótico.
  • Probióticos.
  • Lubiprostona, um ativador do canal de cloro de ação local. A náusea é um efeito colateral comum da lubiprostona e a segurança em longo prazo não foi estabelecida. Esses fatores limitam o uso para pacientes com constipação grave, nos quais outras abordagens não tiveram sucesso.

Achados de estudo recente

Tan AH e col. estudaram 72 pacientes com DP e constipação, observaram que uma cápsula probiótica diária por quatro semanas melhorou os movimentos intestinais espontâneos, a consistência das fezes e a qualidade de vida em comparação com o placebo. Embora estudos maiores em pacientes com DP sejam necessários e estudos semelhantes em adultos com constipação crônica tenham resultados mistos, esses achados apoiam o uso de probióticos para constipação relacionada à DP como parte de uma abordagem multifatorial, como já comentado acima, que inclui mudança de comportamento/dieta e de terapia laxativa.

Saiba mais: Doença de Parkinson e Covid-19: o que se sabe até agora?

Referências bibliográficas:

  •  Tan AH, Lim SY, Chong KK, et al. Probiotics for Constipation in Parkinson Disease: A Randomized Placebo-Controlled Study. Neurology. 2021; 96:e772. doi: 10.1212/WNL.0000000000010998
  • Barichella M, Pacchetti C, Bolliri C, et al. Probiotics and prebiotic fiber for constipation associated with Parkinson disease: An RCT. 2016;87:1274. doi: 10.1212/WNL.0000000000003127
  • Pfeiffer RF. Gastrointestinal dysfunction in Parkinson’s disease. Parkinsonism Relat Disord. 2011;17:10. doi: 1016/j.parkreldis.2010.08.003
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