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Medicina de Família20 abril 2023

Tamanho corporal pode predizer mortalidade em idosos?

Os dados sobre a mortalidade em idosos foram obtidos em análise pós-hoc de um ensaio clínico que investigou o uso de ácido acetil.

Publicado no dia 10 de abril de 2023 no periódico Rede Aberta do Journal of the American Medical Association (JAMA) uma coorte liderada por pesquisadores australianos se propôs a investigar a influência da mudança corporal sobre o risco de mortalidade de idosos saudáveis. 

Saiba mais: A cadeira de rodas pode proteger idosos com imobilidade do risco de fraturas? 

Tamanho corporal pode predizer mortalidade em idosos?

Tamanho corporal pode predizer mortalidade em idosos?

Métodos 

A coorte incluiu mais de 16 mil participantes saudáveis originados da comunidade na Austrália e Estados Unidos. Os participantes tinham mais de 65 anos, sem doença cardiovascular evidente, demência, deficiências físicas ou doenças crônicas limitantes. Os dados foram obtidos em uma análise pós-hoc dos dados de um ensaio clínico randomizado que investigou o uso de ácido acetil salicílico na redução de eventos em idosos. Nesse trial o recrutamento aconteceu entre março de 2010 e dezembro de 2014. 

Resultados 

Entre esses participantes, um total de 1256 participantes morreram em uma média de 4,4 anos de acompanhamento. Os dados relacionados ao tamanho corporal incluíram as medidas antropométricas de peso, altura e circunferência abdominal. Os dados foram coletados no tempo 0 do estudo e na visita anual de acompanhamento. 

Para a análise dos dados, os participantes foram agrupados com base na mudança relacionada tanto com a redução do tamanho corporal quanto em relação ao aumento do tamanho corporal. Além disso, as causas de mortalidade de idosos foram agrupadas em mortalidade geral, relacionadas ao câncer, relacionadas à doença cardiovascular, não relacionadas ao câncer e não relacionadas à doença cardiovascular. 

Em relação aos homens participantes da pesquisa, aqueles com uma perda ponderal entre 5% e 10% tiveram um risco 33% maior de mortalidade por todas as causas quando comparados com homens com peso estável ao longo do período de análise. Já aqueles com uma diminuição acima de 10% no peso corporal tiveram um risco 289% maior. 

Por outro lado, as mulheres com peso estável tiveram um risco 26% menor de mortalidade por todas as causas quando comparadas com aquelas que perderam entre 5% a 10% do peso corporal ao longo do período de análise. Já entre aquelas que perderam mais de 10% do peso corporal durante o período de avaliação o risco foi 114% de mortalidade por todas as causas em relação às pacientes saudáveis com peso estável. 

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Conclusão e mensagem prática 

Em todos os subgrupos a maior perda de peso esteve relacionada à uma maior mortalidade relacionada à doença oncológica. Contudo, ainda assim, no cenário do estudo, a perda ponderal se associou fortemente ao risco de mortalidade geral, especialmente entre os homens mais velhos, sendo um importante marcador clínico para organização do plano de cuidado.

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Referências bibliográficas

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