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Ginecologia e ObstetríciaJUN 2024

SGORJ 2024: Vaginites, vaginoses e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs)

A mesa redonda tratou de diversos assuntos relacionados à saúde da mulher.

No 48º congresso da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do RJ e 27º Trocando Ideias (Congresso regional de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia) tivemos uma mesa redonda sobre vaginites, vaginoses e infecções sexualmente transmissíveis (IST). 

Discussões

A Drª Susana Aide, professora de ginecologia da Universidade Federal Fluminense e atual presidente da comissão nacional especializada em vacinas da FEBRASGO, ministrou uma aula sobre as diferenças entre a vaginose citolítica e a candidíase vulvovaginal. Ela reforça a escassez de literatura sobre a fisiopatologia, perfil epidemiológico e terapêutica padrão para vaginose citolítica, condição em que se observa aumento excessivo de lactobacilos vaginais gerando citólise e a sintomatologia de ardência, prurido e corrimento vaginal alterado com caráter cíclico característico.  

Segundo as recomendações publicadas em 2023 pela Sociedade Internacional para o Estudo das doenças vulvovaginais (ISSVD) sobre o diagnóstico e tratamento das vaginites é fundamental que se exclua a candidíase frente a casos suspeitos de vaginose citolítica. A microscopia a fresco se faz necessária para o correto diagnóstico destas condições.  

A Drª Cláudia Jacyntho, ex-responsável pelo ambulatório de Patologia do Trato Genital Inferior do Hospital Federal dos Servidores do Estado do RJ, traz as evidências atuais sobre a ocorrência da vaginose bacteriana recorrente em portadoras de dispositivos intrauterinos. Observa-se um aumento de risco de vaginose bacteriana recorrente nas usuárias de DIU de cobre carecendo de estudos conclusivos para as usuárias de DIU hormonal. Logo a decisão da sua inserção deve ser compartilhada com as pacientes que apresentam quadros de vaginose bacteriana frequentes. 

Eu, Drª Caroline Oliveira, professora de ginecologia da Universidade Federal Fluminense e atual vice-presidente da ABPTGIC-RJ, ministrei a última aula sobre quando e como deve-se rastrear as ISTs. Existem fatores de risco clássicos descritos na literatura, porém, é necessário lembrar que qualquer pessoa com vida sexual ativa se encontra em risco para possível aquisição de IST. A mesma cita alguns cenários indicados para rastreio de IST segundo o CDC (último guideline atualizado de 2021) e o PDCT MS (2022) e a carência de recursos na rede pública para se fazer o rastreamento que tem com padrão ouro o uso da biologia molecular na maioria dos casos. 

Fique por dentro dos destaques do 48° congresso da SGORJ!

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