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Ginecologia e ObstetríciaSET 2022

Progesterona vaginal pode prevenir parto prematuro em mulheres com colo do útero encurtado?

Um estudo analisou casos de parto prematuro e analisou o uso de progesterona vaginal como tentativa de realização de parto a termo. 

O parto prematuro, definido pela Organização Mundial da Saúde como aquele que acontece antes das 37 semanas completas de gestação, tem consequências ao longo de toda infância e até mesmo vida adulta desse recém-nascido.  

Contrações irregulares, dores em baixo ventre, perda de tampão mucoso ou sangramento vaginal sem causa aparente são sinais de ameaça de trabalho de parto prematuro que podem ou não culminar em parto prematuro efetivo. Além disso, a ameaça de parto prematuro pode ou não modificar o colo uterino. O uso do comprimento do colo uterino ao USG é o método mais eficaz para predizer parto prematuro.  

Um estudo recente, de setembro de 2022, publicado no International Journal of Gynecology & Obstetrics, analisou casos de mulheres que tiveram parto prematuro e analisou o uso de progesterona vaginal como tentativa de realização de parto a termo.

Saiba mais: Como abordar gravidez em mulheres mais velhas?

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Métodos 

O estudo foi realizado utilizando uma coorte de 3.871 mulheres foram estudadas entre março de 2010 e janeiro de 2017. Dessas, 643 gestantes (16,6%) foram incluídas no estudo pois apresentaram os critérios de inclusão desejados (medida do colo menor que 25 mm e gestação entre 24 e 33 semanas + 6 dias). Além dessas, outras 374 foram incluídas durante o estudo pois apresentaram ameaça de parto prematuro e colo encurtado.  

Os desfechos estudados foram primariamente o parto antes das 37 semanas e secundariamente partos antes de 34, 32 e 28 semanas, administração de corticoterapia pré-natal, via de parto, tempo de internação, peso ao nascimento, utilização e tempo de UTI neonatal, APGAR de 5º minuto e complicações da prematuridade (síndromes respiratórias, hemorragia ventricular, enterocolite necrotizante, sepses neonatais e mortalidade perinatal).  

O grupo tratado recebeu uma dose única de progesterona a 200 mg por via vaginal ao se deitar e outro grupo não foi tratado. 

Resultados 

As pacientes que receberam progesterona tiveram menos partos prematuros antes das 37 semanas (18% versus 28,9%), assim como também o tempo entre o diagnóstico e o parto foi maior entre aquelas que usaram progesterona (8,2 versus 6,6 semanas).

Leia também: Efeitos a longo prazo da administração pré-natal de sulfato de magnésio em prematuros

Mensagem prática 

Atualmente no Brasil interrompemos o uso de progesterona com 24 semanas. Mas a literatura sugere, como nesse trabalho que ela deve ser mantida além das 24 semanas até 36 semanas e 6 dias para aquelas pacientes com ameaça de parto prematuro e que tenham colo uterino curto (menor que 25 mm) para evitar o parto prematuro efetivamente.

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Referências bibliográficas

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