Confira os pontos obstétricos importantes do artigo: EULAR recommendations for the management of antiphospholipid syndrome in adults:
- Em mulheres com perfil de anticorpos antifosfolípides (aPL) de alto risco, mas sem histórico de trombose ou complicações na gravidez (com ou sem lupus eritematoso sistêmico), o tratamento com baixa dose de aspirina (75–100 mg / dia) durante a gravidez deve ser considerado.
- Mulheres com uma história de ≥3 abortos espontâneos recorrentes <10ª semana de gestação e naquelas com história de perda fetal (≥10ª semana de gestação), é recomendado o tratamento combinado com aspirina em baixa dose e heparina em dosagem profilática durante a gravidez.
- Nos casos de síndrome do anticorpo antifosfolipídeo (SAAF) obstétrica tratados com heparina em dose profilática durante a gravidez, a continuação da heparina em dose profilática por 6 semanas após o parto deve ser considerada para reduzir o risco de trombose materna.
- Nos casos de SAAF com eventos trombóticos (não por critérios obstétricos) o tratamento deve envolver o uso da heparina em dose terapêutica durante a gravidez.
- O comitê sugere que os pesquisadores não devem classificar a síndrome de anticorpo antifosfolipídeo se mais de 5 anos separarem o evento clínico e o teste de laboratório positivo.
- A positividade persistente dos testes de laboratório é importante.
- Presença transitória de aPL (não raro na prática clínica) gera risco de classificação incorreta.


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Referência bibliográfica:
- Tektonidou MG, Andreoli L, Limper M, et al. Ann Rheum Dis 2019;78:1296–1304.
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