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Ginecologia e Obstetrícia31 agosto 2022

Betametasona e o risco de parto prematuro: Qual dosagem apresenta os melhores resultados neonatais?

Um estudo avaliou resultados neonatais para mulheres em risco de parto prematuro que receberam meia dose versus dose total de betametasona.

O parto prematuro pode trazer consequências neonatais graves, tendo uma prevalência de 340 mil bebês por ano no Brasil. Sendo um problema de saúde pública, com alta morbidade e mortalidade, além de gerar altos custos para o sistema de saúde. Sendo assim, medidas que previnem o parto prematuro devem ser colocadas em prática, e também, medidas que diminuam a morbidade perinatal.

Betametasona

Estudo

Em agosto de 2022, foi publicado um artigo mostrando os resultados neonatais para mulheres em risco de parto prematuro que receberam meia dose versus dose total de betametasona. Os pesquisadores realizaram um estudo randomizado, multicêntrico, duplo-cego, controlado por placebo e de não inferioridade em 37 centros perinatais de referência de nível 3 na França. As participantes elegíveis eram mulheres grávidas com 18 anos ou mais com feto único em risco de parto prematuro e já tratadas com a primeira injeção de betametasona antenatal (11,4 mg) antes de 32 semanas de gestação. Participantes, médicos e equipe do estudo foram mascarados para a alocação do tratamento.  

O desfecho primário foi a necessidade de surfactante intratraqueal exógeno dentro de 48 horas após o nascimento, ocorrendo em 313 (20,0%) de 1.567 recém-nascidos no grupo de meia dose e 276 (17,5%) de 1.574 recém-nascidos no grupo de dose completa (diferença de risco 2,4%, IC 95% -0,3 a 5,2); assim, a não inferioridade não foi mostrada. De acordo com os autores, não houve diferenças entre os grupos nas taxas de morte neonatal, hemorragia intraventricular grau 3-4, enterocolite necrosante estágio ≥2, retinopatia da prematuridade grave ou displasia broncopulmonar.

Leia também: Progesterona vaginal versus intramuscular para prevenção de parto prematuro

Conclusão

Como a não inferioridade da meia dose em comparação com o regime de dose total não foi demonstrada, os resultados obtidos pelos autores do artigo que trouxe para discussão, não suportam mudanças na prática para redução da dose de betametasona pré-natal. 

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Referências bibliográficas

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