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Dermatologia1 abril 2026

AAD 2026: Veja o que foi destaque no congresso da American Academy of Dermatology

Confira os pontos mais relevantes do congresso e como eles podem influenciar decisões no consultório.
Por Redação Afya

O congresso anual da American Academy of Dermatology (AAD 2026) aconteceu entre os dias 27 e 31 de março e reuniu atualizações relevantes para a prática clínica, com foco em oncologia cutânea, doenças inflamatórias, tricologia, pigmentação, dermatologia pediátrica e tecnologias estéticas. O congresso reforçou a prática mais precisa, individualizada e guiada por evidências.

Primeiro dia

Os destaques foram as terapias intralesionais para câncer de pele não melanoma, com foco em alta concentração tumoral e baixa exposição sistêmica. RP1, Nidlegy e cemiplimabe intralesional surgiram como opções promissoras em cenários complexos. Em melasma, o ácido tranexâmico oral segue como principal terapia sistêmica, enquanto peelings, microagulhamento e lasers devem ser usados com cautela para reduzir hiperpigmentação pós-inflamatória.

Também houve ênfase em monitorização antes de imunossupressores e inibidores de JAK, com rastreio de tuberculose e hepatites, além de vacinação sem atrasar o início do tratamento. Em hidradenite supurativa grave, a terapia dupla apareceu como estratégia para casos refratários, desde que com seleção rigorosa e vigilância de eventos infecciosos.

Segundo dia

As sessões desse dia se concentraram na dermatologia digital, skincare e tricologia. Houve alerta para o impacto de apps e filtros na percepção do paciente, reforçando a necessidade de aconselhamento baseado em evidências. Em pigmentação, destacou-se o papel da luz visível e da fotoproteção com cor; em alopecias, ganharam espaço minoxidil oral em baixa dose, terapias tópicas antiandrogênicas e cautela com exossomos pela baixa robustez da evidência.

Na interface entre estilo de vida e dermatologia, o congresso reforçou que dieta, sono e obesidade modulam inflamação cutânea e resposta terapêutica. Em acne, alto índice glicêmico e whey protein permanecem relevantes; em psoríase e hidradenite, a dieta mediterrânea e o controle ponderal foram apresentados como adjuvantes clinicamente úteis.

Terceiro dia

Foi trazida uma atualização prática em alopecias cicatriciais e areata. Líquen planopilar foi tratado como urgência terapêutica pelo risco de perda folicular irreversível, com escalonamento conforme gravidade. Na alopecia areata, reforçou-se que os inibidores de JAK podem exigir 9–12 meses para resposta, e que recidivas ou falhas demandam ajuste temporário, sobreposição terapêutica ou troca racional entre moléculas.

Outro ponto relevante foi o refinamento diagnóstico com tricoscopia e luz UV, úteis para distinguir alopecias inflamatórias, seborreia e psoríase, além de estimar viabilidade folicular. Em peles de cor, o congresso reforçou sinais clínicos e tricoscópicos que evitam confusão entre alopecia por tração, lúpus discoide e alopecias cicatriciais primárias.

Quarto dia

Tecnologias de rejuvenescimento dominaram a agenda: radiofrequência, ultrassom microfocado e lasers fracionados foram discutidos com ênfase em entrega precisa de energia, preservação epidérmica e segurança em fototipos altos. Em oncologia cutânea, ganharam destaque o debate sobre sobrediagnóstico em melanoma e o uso criterioso de perfis de expressão gênica, sem substituir o estadiamento histopatológico convencional.

Em pigmentação e lesões vasculares, a mensagem central foi reduzir inflamação para minimizar hiperpigmentação pós-procedimento. O conceito de “laser limbo” defende usar a menor fluência eficaz, associando preparo com despigmentantes ou ácido tranexâmico em pacientes selecionados. Na gestação, prevaleceu o princípio de controlar a doença materna com terapias compatíveis.

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Quinto dia

O último dia reuniu avanços em oncodermatologia, dermatite atópica, psoríase, vitiligo e hidradenite supurativa. Em CEC, testes moleculares e IHQ em Mohs ampliam a estratificação de risco; em doenças inflamatórias, JAK orais mantiveram perfil de segurança global aceitável, com atenção para herpes-zóster. Para vitiligo, ruxolitinibe tópico consolidou-se, e na HS novos biológicos elevaram a taxa de resposta clínica em relação ao adalimumabe.

Na dermatologia pediátrica e estética regenerativa, o congresso combinou entusiasmo com prudência. Dupilumabe mostrou benefícios além do controle cutâneo em crianças com dermatite atópica, enquanto exossomos e células-tronco seguiram cercados por limitações metodológicas. Entre tecnologias, lasers para acne e estratégias de reparo cutâneo chamaram atenção, mas ainda pedem validação robusta.

Quer mais detalhes sobre o congresso? Acompanhe a live de resumão do AAD 2026 da Afya Dermato!

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Autoria

Foto de Redação Afya

Redação Afya

Produção realizada por jornalistas da Afya, em colaboração com a equipe de editores médicos.

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