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Clínica Médica26 agosto 2025

SCA: Tempo recomendado de anticoagulação na fase aguda da síndrome coronariana

Confira os detalhes sobre o tempo recomendado de anticoagulação na fase aguda da síndrome coronariana aguda (SCA)
Por Leandro Lima

A anticoagulação parenteral é um dos pilares da terapia antitrombótica dedicada ao manejo da fase aguda, hospitalar, da síndrome coronariana aguda (SCA) 

Anticoagulação parenteral: Opções mais disponíveis 

  • Heparina não fracionada (HNF); 
  • Enoxaparina; 
  • Fondaparinux; 
  • Bivalirudina. 

 

O seu principal objetivo é evitar a progressão do trombo a partir de uma placa aterosclerótica coronariana instável, o que comprometeria ainda mais o fluxo sanguíneo para o leito distal e, por conseguinte, ampliando o risco de agravar a isquemia e a área de necrose miocárdica.  

A sua duração deve ser pautada nos seguintes critérios: 

Trombólise:  

  • Manutenção de HNF por pelo menos 48 horas após a trombólise;  
  • Manutenção da Enoxaparina por pelo menos 48 horas após a trombólise, devendo ser preferencialmente mantida até a alta hospitalar, desde que não ultrapasse um período máximo de 8 dias;  

Manejo conservador da SCA: 

  • Manutenção da Enoxaparina por pelo menos 48 horas, devendo ser preferencialmente mantida até a alta hospitalar, desde que não ultrapasse um período máximo de 8 dias;  

Após revascularização exitosa, seja por intervenção coronariana percutânea (ICP) ou cirurgia de revascularização miocárdica (CRVM): deve-se considerar interromper a anticoagulação imediatamente após o procedimento, desde que não exista preocupação quanto a trombos residuais. Uma exceção é referente à bivalirudina, que deve ser mantida nas primeiras 4 horas após a intervenção.  

O prolongamento da anticoagulação somente deverá ser pautado em situações muito específicas:  

  • Trombo intraventricular esquerdo (≥ 3 meses);  
  • Tromboembolismo venoso provocado (≥ 3 meses);  
  • Fibrilação atrial; 
  • Valva cardíaca protética mecânica (por tempo indefinido em ambas condições). 

 

Autoria

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Leandro Lima

Editor médico na Afya. Médico pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Residência em Clínica Médica e Gastroenterologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG - 2018). Endoscopia digestiva pela UFJF (2019). Preceptor do Serviço de Medicina Interna do Hospital Universitário da UFJF (HU-UFJF) e membro do corpo clínico do Hospital Monte Sinai desde 2019.

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