A anticoagulação parenteral é um dos pilares da terapia antitrombótica dedicada ao manejo da fase aguda, hospitalar, da síndrome coronariana aguda (SCA).
Anticoagulação parenteral: Opções mais disponíveis |
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O seu principal objetivo é evitar a progressão do trombo a partir de uma placa aterosclerótica coronariana instável, o que comprometeria ainda mais o fluxo sanguíneo para o leito distal e, por conseguinte, ampliando o risco de agravar a isquemia e a área de necrose miocárdica.
A sua duração deve ser pautada nos seguintes critérios:
Trombólise:
- Manutenção de HNF por pelo menos 48 horas após a trombólise;
- Manutenção da Enoxaparina por pelo menos 48 horas após a trombólise, devendo ser preferencialmente mantida até a alta hospitalar, desde que não ultrapasse um período máximo de 8 dias;
Manejo conservador da SCA:
- Manutenção da Enoxaparina por pelo menos 48 horas, devendo ser preferencialmente mantida até a alta hospitalar, desde que não ultrapasse um período máximo de 8 dias;
Após revascularização exitosa, seja por intervenção coronariana percutânea (ICP) ou cirurgia de revascularização miocárdica (CRVM): deve-se considerar interromper a anticoagulação imediatamente após o procedimento, desde que não exista preocupação quanto a trombos residuais. Uma exceção é referente à bivalirudina, que deve ser mantida nas primeiras 4 horas após a intervenção.
O prolongamento da anticoagulação somente deverá ser pautado em situações muito específicas:
- Trombo intraventricular esquerdo (≥ 3 meses);
- Tromboembolismo venoso provocado (≥ 3 meses);
- Fibrilação atrial;
- Valva cardíaca protética mecânica (por tempo indefinido em ambas condições).
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