Paciente de 37 anos, previamente hígida, foi internada para fistulectomia e drenagem de abscesso anorretal. Evoluiu com complicações cirúrgicas, sendo submetida à sigmoidostomia no D30 de internação hospitalar. Por volta do D40, em unidade de terapia intensiva, a paciente apresentava melhora importante da semiologia abdominal (eliminação de fezes bem formadas por colostomia, ausência de distensão abdominal, com resolução completa do abscesso anorretal). Porém, mantinha estado febril quase diariamente, com marcadores inflamatórios elevados (PCR > 40 mg/dL) e sem despertar efetivo. Foi realizado rastreio de foco infeccioso, com culturas negativas (hemoculturas, urocultura e cultura de secreção traqueal), tomografias computadorizadas de tórax e abdome sem achados e ecocardiograma transtorácico sem alterações. Sorologias para HIV, sífilis, hepatites B e C negativas.
Quais exames complementares ainda devem ser realizados?
AEcocardiograma transesofágico
BProcalcitonina
CEcocardiograma transesofágico e tomografia computadorizada de crânio
DTomografia computadorizada de crânio e procalcitonina
Autoria

Rafael Horácio Lisbôa
Conteudista médico na Afya. Formado em medicina pelas Faculdades Integradas da União Educacional do Planalto Central (Faciplac), em 2016, com residência médica em Clínica Médica pela Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), intensivista titulado pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) e médico auditor titulado pela Sociedade Brasileira de Auditoria Médica (SBAM). É gerente médico na Audicare Master, atuando na área de Auditoria Médica.
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