P.Q.R., feminino, 71 anos, costureira.
Paciente queixa de lesão em cavidade oral há 5 meses, crescimento progressivo, não cicatriza, indolor, com sangramento local discreto eventual quando manipula prótese dentária, a qual utiliza há aproximadamente 10 anos devido retirada dos dentes por cáries e má higiene bucal.
Nega nódulos cervicais, perda ponderal, disfagia, odinofagia ou dispneia.
Sem outras queixas.
Antecedentes pessoais:
Hipertensão arterial sistêmica controlada em uso anlodipino 5 mg e hidroclorotiazida 25mg.
Pré-DM2 em uso metformina 850mg.
Nega tabagismo ou etilismo.
Consumo diário de refrigerante há décadas.
Exame físico
Bom estado geral, afebril, mucosas coradas e hidratadas.
Oroscopia:
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Pescoço: Sem nódulo palpáveis ou outras alterações.
Baseado no caso clínico acima, responda as seguintes questões:
Diante do quadro clínico acima, qual a principal hipótese diagnóstica e conduta?
ACarcinoma espinocelular de cavidade oral, biópsia incisional com anestesia tópica e referenciar para serviço especializado.
BMonilíase oral, nistatina via oral e retorno com médico da UBS.
CGengivite, otimizar higiene oral e reforçar uso de fio dental e retorno com dentista.
DDeficiência de vitamina A, suplementação via oral de vitamina A e retorno com médico da UBS.
Autoria

Gustavo Borges Manta
Cirurgião de Cabeça e Pescoço pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Associação Médica Brasileira • Assistente de Cirurgia de Cabeça e Pescoço no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo - ICESP - Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - HCFMUSP e no Hospital do Servidor Público Estadual HSPE-IAMSPE • Médico cirurgião do Hospital Israelita Albert Einstein - HIAE • Pós-Graduação pelo Hospital Israelita Albert Einstein em Cirurgia Robótica em Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Pós-Graduação em Gestão da Qualidade e Segurança do Paciente em Saúde.
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