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Carreira24 dezembro 2024

Técnicas de mindfulness para tomar decisões financeiras mais conscientes

Veja algumas técnicas simples que fazem diferença na maneira como você cuida do seu dinheiro ao longo da faculdade

O curso de Medicina é repleto de desafios e o cuidado com as finanças é um deles. Entre mensalidades, livros, transporte e alimentação, manter um equilíbrio financeiro nem sempre é fácil. Com a rotina puxada, muitas vezes tomamos decisões impulsivas e só percebemos o impacto delas quando a conta já chegou. É aí que o mindfulness – ou atenção plena – entra como uma ferramenta para ajudar você a fazer escolhas financeiras mais conscientes e que realmente contribuam para seus objetivos.

Mindfulness é, essencialmente, estar presente no momento. É observar o que sentimos e pensar com calma, sem reagir de imediato. Quando aplicamos essa mentalidade às nossas finanças, ficamos mais atentos aos impulsos de consumo, às prioridades e às escolhas. A seguir,  algumas técnicas simples que fazem diferença na maneira como você cuida do seu dinheiro.

Técnicas

  1. Respire antes de qualquer decisão de compra

Quantas vezes não compramos por impulso? Uma técnica valiosa é simplesmente pausar e respirar antes de comprar algo. Sempre que sentir vontade de gastar com algo que não estava no planejamento, respire fundo e pergunte a si mesmo: “Eu realmente preciso disso agora?” ou “Estou querendo essa compra por impulso?” Essa pequena pausa pode evitar uma compra sem necessidade e, lá na frente, possíveis arrependimentos.

  1. Estabeleça prioridades financeiras

Ao longo do curso, é normal surgirem novos gastos. A chave aqui é priorizar. Liste suas despesas e organize-as em categorias, como “essenciais”, “importantes” e “dispensáveis”. Esse exercício ajuda você a enxergar o que realmente faz diferença para sua formação e para o seu bem-estar. Priorizar com clareza permite que o seu dinheiro vá para o que importa, sem desperdícios.

  1. Faça um “check-in financeiro” semanal

Reserve um momento da semana – pode ser domingo à noite ou uma manhã mais tranquila – para fazer uma revisão dos gastos. Um “check-in financeiro” leva uns 10 minutos, mas ajuda muito a acompanhar para onde seu dinheiro está indo e a identificar se houve algum gasto que poderia ser repensado. Com essa prática, você fica mais consciente do próprio orçamento, gastos e consegue ajustar suas escolhas da semana seguinte.

  1. Cultive a gratidão para evitar comparações

É natural comparar-se com outras pessoas, especialmente em tempos de redes sociais, mas essa comparação pode levar a gastos desnecessários. Uma prática de mindfulness é a gratidão: valorize as conquistas que você já tem e o apoio das pessoas ao seu redor. Quando focamos no que já alcançamos, a necessidade de comprar para “acompanhar os outros” diminui, e passamos a fazer escolhas financeiras segundo os nossos valores e objetivos.

  1. Defina metas financeiras claras e realistas

Ter metas financeiras é como ter um mapa para o futuro. Pense onde você quer chegar nos próximos anos, seja um curso de especialização, um intercâmbio ou uma poupança para imprevistos. Crie metas de economia que ajudem a alcançar esses objetivos. Quando você traça metas que fazem sentido para o seu caminho, fica mais fácil abrir mão de alguns em prol de um propósito maior.

Conclusão

Trabalhar o mindfulness nas decisões financeiras pode ser um diferencial enorme para estudantes de Medicina que enfrentam uma rotina intensa. Ao adotar essas práticas, você ganha mais controle sobre suas finanças, reduz o estresse e consegue direcionar o dinheiro para o que realmente importa: sua formação, seu bem-estar e seu futuro na profissão. É um investimento em equilíbrio e qualidade de vida – durante a faculdade e além dela.

Autor

Marina Silveira de Resende é Mestre em Psicologia pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) e atua como Coordenadora Nacional do Núcleo de Experiência Discente (NED) na Afya, na Diretoria de ensino. Com sólida trajetória na área educacional, Marina é especialista em promover a saúde mental e o desenvolvimento de alunos, liderando iniciativas que visam melhorar a experiência acadêmica e proporcionar um ambiente de aprendizado mais inclusivo e acolhedor.

# A matéria foi revisada pela editora-médica Ester Ribeiro.

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Referências bibliográficas

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